Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Cinema na quarentena: Por que Olaf é o melhor personagem de Frozen 2?

Boneco de neve rouba a cena e deixa para trás as irmãs Elsa e Anna no segundo longa sobre o reino gelado

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Para quem gostou de Frozen 1, a continuação da história das irmãs Elsa e Anna não deixa de ser um balde de água fria. Agora dá para entender o motivo que fez com que a animação fosse esnobada no Oscar 2020. Que roteiro é esse, minha gente? Não merecia mesmo. E vou falar mais: nem a música tema é lá essas coisas. Se tudo em Frozen 2 é monótono, ainda bem que existe Olaf para salvar a pátria.

Não teve para Elsa, que está mais opaca do que nunca, nem para Anna, a irmã corajosa e que costuma fazer a diferença. A graça toda está com o boneco de neve com nariz de cenoura. Em resumo: ele está mais velho, mais sábio e também mais engraçado.

O roteiro dessa continuação é bem confuso. Narra a aventura das irmãs para descobrir as origens dos poderes de Elsa. Para isso elas precisam se embrenhar numa floresta encantada, descobrir que o avô não foi tão bonzinho o quanto supunham, conhecer um pouco mais sobre a origem da relação dos pais e também sobre uma luta – sangrenta e política – ligada à história do reino de Arandelle. Mas, já que Olaf é o “cara” nessa continuação, vamos lembrar os momentos marcantes dele no filme?

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Olaf em Frozen 2. Foto: Disney/Divulgação

Imagem e Ação

Logo no início do longa, quando o clima ainda era de brincadeira e descontração, os personagens se dedicam a uma partida de Imagem e ação. Com um detalhe: Olaf muda de forma na maior cara dura, quebrando uma regra do jogo. Anna, inclusive comenta que não é justo, mas deixa para lá. O que vale é a brincadeira e não a vitória! E o que dizer sobre o quiz que só Olaf topou participar. Aliás, é um jogo cheio de verdades e informações sobre a trama. Entre elas: a água tem memória.

Metido a filósofo

Olaf sabe rir de si mesmo. No primeiro encontro com Samantha, por exemplo, ele deixa claro como tem noção do quanto a passagem do tempo faz bem. “Desculpe, mas o amadurecimento me deixa poético”, justifica-se. Aliás, parece ser essa a grande temática – ou desejo mesmo – do personagem no filme. “Crescer significa se adaptar”, canta. Ou, “quando for mais maduro, serei mais seguro”. É a grande expectativa que, de certa maneira, se torna até melancólica com o desenvolver da história.

 

 

Resumo da trama

Agora, a melhor cena de Olaf é, sem dúvida, quando ele resume em poucos minutos a história de Elsa e Anna. É quando mostra que todo o “treinamento” de Imagem e Ação teve uma razão. O boneco de neve não apenas conta, como dramatiza, toda a trama do primeiro filme. Claro, com o jeito todo peculiar e Olaf de ser.

Origem do personagem

Olaf nasceu dos poderes mágicos de Elsa. Por isso, a existência dele está diretamente ligada à da rainha. Além de ser o engraçado da parada, o personagem também é o responsável pela maior curva emocional do longa. Se Elsa corre perigo, o mesmo rola com ele. Com o agravante, corre mesmo sério risco de desaparecer. A finitude desperta, mais uma vez, a veia filosófica do boneco. Claro, sempre com humor: “Tartarugas respiram pelas nádegas e eu vejo uma saída.” Salve, salve, Olaf!

 

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Anna e Olaf em Frozen 2. Foto: Disney/Divulgação

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