As paisagens e os personagens do Vale do Jequitinhonha chegam a dois dos principais festivais de cinema do país. O longa-metragem “O Capitão Engarrafado”, dirigido por Guilherme Reis, faz sua estreia mundial nesta sexta-feira, 9 de outubro, na Première Brasil: Nova Geração do Festival do Rio. A produção mineira também foi selecionada para a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Realizado pela produtora Postura Digital, o filme combina fantasia e drama psicológico para contar uma história sobre infância, imaginação e relações familiares. A proposta é alcançar crianças e adultos, com uma narrativa que permite diferentes interpretações conforme a idade do espectador.
Na trama, Vanessa é uma mãe solo que convive com um trauma do passado. Seu filho, Caio, encontra na imaginação uma forma de escapar da realidade. Até que o menino conhece o pequeno capitão de um barco engarrafado, que precisa voltar a navegar.
A partir desse encontro, começa uma jornada do interior de Minas Gerais até o mar. A aventura mistura elementos fantásticos e conflitos familiares, enquanto o personagem-título ajuda a revelar questões mal resolvidas entre mãe e filho.
O capitão é interpretado por Luiz Carlos Vasconcelos, ator de filmes como “Eu Tu Eles”, “Carandiru” e “Baile Perfumado”. O elenco também reúne Kelly Crifer, de “No Coração do Mundo”, e Magdale Alves, de “Amarelo Manga” e “Eletrodoméstica”.
Outro destaque é o jovem Tuí Souza Gil, escolhido após oficinas que envolveram mais de 300 crianças do Vale do Jequitinhonha.
Fantasia e identidade mineira
As filmagens passaram por Presidente Kubitschek, Datas, Diamantina e Belo Horizonte, além de Ilha Grande, no Rio de Janeiro. A produção utiliza efeitos especiais em meio às paisagens naturais e humanas do Jequitinhonha.
Guilherme Reis, que também dirigiu “Dentro da Caixinha” e o curta premiado “Jardim das Cores”, explica a proposta narrativa:
“O Capitão Engarrafado é cadenciado pelo contraste entre a calmaria da vida no campo e as aventuras imaginativas da infância. A direção opta por uma condução naturalista e direta, buscando no cotidiano elementos para criar laços entre a audiência e as personagens. A narrativa avança com a chegada do personagem-título, que, sem perceber, revira questões mal resolvidas de uma família em crise com o passado. Mas o Capitão tem como principal missão conduzir o espectador ao final da trama, repleto de poesia e significados.”
Além da estreia no Rio, o longa integra dois programas da mostra paulista: Mostra Brasil e Mostrinha, dedicada ao público infantil.
A produção recebeu recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital gerido pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, com financiamento do governo federal.
O público pode assistir a um trecho de um minuto do filme.
Serviço
O Capitão Engarrafado – Festival do Rio 2026.
Data: 9 e 10 de outubro de 2026
Horários e locais:
9/10 (sexta-feira), às 18h15 – Estação Claro Gávea 3, Rua Marquês de São Vicente, 52, Rio de Janeiro.
10/10 (sábado), às 14h – Centro Cultural FGV, Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro.
Ingressos disponíveis no site do Festival do Rio.