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Jerry Lewis ganha mostra gratuita no Cine Humberto Mauro

Programação reúne sete filmes, de 27 de junho a 5 de julho, no Palácio das Artes, em homenagem ao centenário do artista

O Professor Aloprado (1963), de Jerry Lewis | Dir. Fotografia: W. Wallace Kelley

O centenário de Jerry Lewis será celebrado em Belo Horizonte com uma mostra gratuita no Cine Humberto Mauro. A programação “A Invenção do Caos: Jerry Lewis” será de 27 de junho a 5 de julho, no Palácio das Artes, e reúne sete filmes ligados à trajetória do ator, diretor, roteirista e produtor norte-americano.

A seleção destaca seis obras realizadas entre 1960 e 1965, fase em que Lewis alcançou plena liberdade criativa dentro da indústria hollywoodiana. Além disso, a mostra exibe “O Rei da Comédia” (1982), de Martin Scorsese, no qual o artista interpreta um apresentador de televisão perseguido por fãs obsessivos.

Nascido em 1926, Jerry Lewis era filho de Daniel Levitch, mestre de cerimônias e ator no teatro de variedades, e Rachel Brodsky, pianista de uma rádio. Ele começou a atuar aos cinco anos e passou por diferentes frentes do entretenimento, do vaudeville à televisão.

Antes da carreira autoral no cinema, Lewis alcançou grande popularidade ao lado de Dean Martin. Juntos, os dois formaram uma das duplas cômicas mais famosas do entretenimento norte-americano. Após o fim da parceria, no final dos anos 1950, Lewis desenvolveu uma obra marcada por humor físico, experimentação sonora e domínio do espaço cinematográfico.

Humor físico e invenção formal

Entre os filmes exibidos estão “Mensageiro Trapalhão”, no qual o desajeitado Stanley, um mensageiro que não consegue falar, se depara sucessivamente com seus erros; “O Terror das Mulheres”, sobre um rapaz desiludido que passa a trabalhar em uma pensão para mulheres; e “O Professor Aloprado”, que acompanha um professor desajeitado que inventa uma poção capaz de transformá-lo em um indivíduo atraente.

A programação também inclui “O Otário” (1964), em que um carregador de malas de hotel desajeitado substitui um famoso comediante em um programa de TV, e “Uma Família Fuleira” (1965), sobre uma órfã que precisa escolher um responsável entre seus seis tios para tomar posse de uma herança.

Legado no cinema

A presença de “O Rei da Comédia” amplia a leitura sobre a influência de Jerry Lewis. O filme não foi dirigido por ele, mas traz sua atuação como Jerry Langford, apresentador de TV sequestrado por dois fãs. Segundo Vítor Miranda, a escolha ajuda a demarcar o alcance de sua obra em diferentes momentos da história do cinema.

“A inclusão de ‘O Rei da Comédia’ aponta um pouco para o legado de Jerry Lewis. Ele foi um diretor muito celebrado e muito investigado pela [revista francesa] Cahiers du Cinéma e pelo arcabouço crítico da França. Além disso, o legado dele chega a outros momentos da história do cinema. Por exemplo, na obra de Scorsese. Mesmo não tendo sido dirigido por Lewis, há uma marca do seu legado em um filme que faz uma reflexão amarga sobre o entretenimento. Há quase um comentário sobre sua trajetória e seu impacto cultural. É uma forma muito legal, também, de estabelecer essa ponte de Jerry Lewis com uma certa modernidade, porque esse filme serviu de inspiração para outros, como ‘Coringa’ (2019), por exemplo”, pontua.

Serviço

Mostra “A Invenção do Caos: Jerry Lewis”
Datas: De 27 junho a 5 de julho.
Horários: Variados
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes.

Entrada gratuita; 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir de meio-dia do dia das sessões, no site da Sympla; o restante dos ingressos presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes e nos totens, 1 hora antes de cada exibição.

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 22/06/26

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