Artes VisuaisExposição

Mostra do Cefart celebra 55 anos do Palácio das Artes

Exposição reúne obras de estudantes e homenageia Arlinda Corrêa Lima, artista e professora que dá nome a uma das galerias do complexo cultural.

Saber escutar o invisível | Crédito: Bea Pastorini

A memória das artes visuais em Minas Gerais ganha novos olhares na 17ª edição da mostra “Chama”, da Escola de Artes Visuais do Cefart. Com o tema “Permanências: Revisitar passados para construir futuros”, a exposição celebra os 55 anos do Palácio das Artes e os 10 anos da Escola de Artes Visuais do Centro de Formação Artística e Tecnológica da Fundação Clóvis Salgado.

A abertura será no dia 26 de junho, sexta-feira, às 19h. Já o período expositivo segue de 27 de junho a 26 de julho de 2026. A mostra ocupa a PQNA Galeria Pedro Moraleida, a Galeria Aberta Amilcar de Castro e o Café do Palácio, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A entrada é gratuita.

Ao todo, serão apresentadas 19 imagens, sendo 18 de estudantes e uma de Arlinda Corrêa Lima. A artista, professora, ceramista e psicopedagoga dá nome a uma das galerias do complexo cultural e também possui obra no acervo da Fundação Clóvis Salgado. Além das imagens, a exposição conta com 16 pop cards e atividades artístico-culturais.

Homenagem a Arlinda Corrêa Lima

Nascida em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Arlinda Corrêa Lima viveu entre 1927 e 1980. Foi aluna de Alberto da Veiga Guignard, estudou em Hamburgo e Munique, na Alemanha, e fundou escolas de arte em Belo Horizonte, com orientação psicopedagógica. Também organizou mostras de arte infantil em Hamburgo, Praga e Sèvres.

A homenagem orientou a criação dos estudantes. Segundo a coordenadora da Escola de Artes Visuais, Mariana Rodrigues, as obras se aproximam da trajetória da artista ao valorizar memória, experimentação criativa e a relação entre arte-educação e identidade. “Os trabalhos dos estudantes dialogam com a trajetória de Arlinda Corrêa Lima ao valorizarem a memória, a experimentação criativa e a relação entre arte-educação e identidade, estabelecendo conexões entre passado, presente e futuro. Um exemplo interessante é que a artista tinha grande apreço por flores, sendo esse um dos elementos preferidos em suas obras, que é retomado nas obras dos alunos e nas atividades que a mostra traz. Assim, a homenagem à artista se concretiza na continuidade de seu legado e na construção de futuros possíveis por meio da formação artística”, destaca.

A seleção das obras foi feita por chamamento interno na Escola. O conjunto reúne pinturas, fotografias, colagens e trabalhos realizados com outras técnicas. Além disso, a pesquisa, o conceito, o edital, o título, a análise e a seleção das obras foram desenvolvidos por estudantes do Curso Básico em Curadoria.

Formação e memória institucional

Para a estudante Isadora Kern, participar do processo curatorial ampliou a percepção sobre o papel da curadoria. “Nesta 17ª edição, trabalhar a partir dos 55 anos do Palácio das Artes e da homenagem a Arlinda Corrêa Lima tornou esse aprendizado ainda mais significativo, pois nos permitiu compreender, na prática, como a curadoria também contribui para preservar a memória institucional, valorizar o patrimônio artístico e estabelecer conexões entre a produção contemporânea, o acervo e a história das artes visuais em Minas Gerais”.

Durante a abertura, o público também poderá acompanhar uma roda de conversa com a historiadora e professora Rita Lages, no Café. O tema será “História das mulheres artistas nos séculos XIX e XX em Belo Horizonte”. A programação inclui ainda intervenções colaborativas na Galeria Aberta, com pinturas com o público, instalação sonora e projeção videográfica.

A “Chama” se desenvolve desde 2017, ao fim de cada semestre. A mostra encerra o ciclo dos cursos de Arte Educação, Curadoria, Expografia e Assistente de Produção Cultural. A partir de 27 de julho, a exposição segue em formato virtual no site da Fundação Clóvis Salgado.

Serviço

CHAMA: 17ª Mostra da Escola de Artes Visuais do Cefart – “Permanências: Revisitar passados para construir futuros”
Abertura: 26 de junho de 2026, sexta-feira, às 19h
Período expositivo: 27 de junho a 26 de julho de 2026
Horários: terça-feira a sábado, de 9h30 às 21h; domingo, de 17h às 21h
Local: PQNA Galeria Pedro Moraleida, Galeria Aberta Amilcar de Castro e Café do Palácio – Palácio das Artes
Endereço: Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Participe do nosso canal no Whatsapp e receba as novidades em primeira mão!

QUERO PARTICIPAR
Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 25/06/26

Compartilhar nos Stories