Ana Beatriz Abreu cria jardim inventado no CC UFMG
Exposição “Viridário – Jardim da fragilidade” fica em cartaz até 30 de outubro com entrada gratuita.
Foto: Ana Beatriz Abreu
Exposição “Viridário – Jardim da fragilidade” fica em cartaz até 30 de outubro com entrada gratuita.
Foto: Ana Beatriz Abreu
O Centro Cultural UFMG abre, no dia 26 de setembro, às 19h, a exposição “Viridário – Jardim da fragilidade”, da artista plástica Ana Beatriz Abreu. A mostra integra o projeto Escultura no Centro, com visitação até 30 de outubro. A entrada é gratuita e a classificação é livre. A curadoria é assinada pelo professor Fabrício Fernandino.
Ao longo da história, a humanidade criou jardins como representações simbólicas da natureza. Seja no jardim das hespérides da mitologia grega ou no karesansui dos monges budistas, o jardim sempre foi espaço de fertilidade, contemplação e harmonia.
É nessa tradição que Ana Beatriz Abreu apresenta um jardim de plantas inventadas. A artista distorce formas orgânicas e virtualiza a natureza, sem negar sua continuidade. O resultado é um conjunto de esculturas que reforça a ideia do jardim como refúgio artificial, cultivado para o deleite estético e para provocar reflexões.
A proposta parte da tensão entre o natural e o construído. Originalmente concebida para dialogar com o espaço externo, a obra depende do contato direto com a terra para se sustentar. Ao ser transferida para um ambiente interno, o trabalho evidencia os conflitos que atravessam o conceito de jardim: um espaço deslocado, que simula a natureza ao mesmo tempo em que revela sua fragilidade.
Segundo a artista, a criação busca aprofundar a discussão sobre como o ser humano recorta, reduz e reinventa o mundo vegetal para se relacionar com ele.
Ana Beatriz Abreu nasceu em Belo Horizonte, em 2001, e é graduanda em Artes Visuais com habilitação em Escultura pela UFMG. Sua pesquisa se volta para técnicas de impressão e seus desdobramentos, explorando gravuras-objeto, impressões em tecidos, modelagem em argila e porcelana. Dedica-se também aos processos de esmaltação em cerâmica e à queima em forno à lenha Noborigama.
Sua produção atual dialoga com temas como fertilidade, gênese, evolução e morte. Em suas criações, Ana Beatriz busca refletir sobre as relações entre natureza e cultura, transitando entre dimensões biológicas, cósmicas e simbólicas.
Exposição: Viridário – Jardim da fragilidade – Ana Beatriz Abreu.
Período: 26/09 a 30/10/2025.
Horários: Terça a sexta, 9h às 20h | Sábados, domingos e feriados, 9h às 17h.
Local: Hall de Entrada – Centro Cultural UFMG.
Classificação: Livre.
Entrada: Gratuita.
Mais informações: @centroculturalufmg.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 24/09/25