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Maria Gladys: o retrato da homenageada da CineOP 2018

Por Thiago Fonseca *

15/06/2018 às 20:02 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: Leo Lara / Divulgação

Maria Gladys já perdeu as contas de quantas entrevistas deu nos últimos dias. Desde que Raquel Hallak, coordenadora geral do CineOP a convidou para ser a homenageada da 13ª edição da Mostra de Cinema de Ouro sua vida não parou. Dessa forma, decidiu que não iria mais falar sobre sua carreira. “Não aguento mais falar de mim. Porque as pessoas querem saber de mim? Cansei. Esse trem de ser homenageada é estranho, mas estou amando”, brinca.

Aos 78 anos a atriz foi pega de surpresa na cerimônia de abertura do festival ao ver um copilado da carreira. “Fiquei muito emocionada ao ver minha trajetória. Lembrei não apenas de mim, mas também de grandes amigos”. Para ela, a homenagem significa um coroamento de uma trajetória que deu certo. Gladys revela que não existe segredo para o sucesso e não sabe explicar o caminho que percorreu até chegar em quem hoje é. “Acredito que é a vocação”.

Na Mostra, Gladys esteve presente em diversos eventos. Conversou com o público e com jornalistas. Reviu grandes amigos e diz estar vivendo o momento. Se considera gente como a gente e tem apreço por aproveitar a vida.

Foto: Leo Lara / Divulgação

Carreira

Nascida no Rio de Janeiro em 1939, Gladys tem 60 anos de carreira. Nem sempre tudo foi fácil. Aos três anos de idade teve paralisia infantil e, aos quinze, engravidou. Mas isso nunca foi empecilho. Logo no início da juventude tornou-se uma das bailarinas oficiais do programa televisivo Clube do Rock, organizado por Carlos Imperial. A veia como atriz veio despontar em 1950 quando começou estudar teatro. Daí pra frente tudo caminhou. Participou de novelas e filmes. o último trabalho na televisão foi na minissérie da Rede Globo. ‘Pé na Cova’.

Muito alegre, a atriz gosta de contar casos. A cada lembrança de um período da vida, outras surgem e o bate-papo flui. Ao tocar no assunto Tropicália e ditadura militar a atriz lembra com pesar do momento e de sua ida para o exterior. A convivência com o diretor José Celso e com o amigo Miguel Falabela são lembradas com carinho. Hoje, um pouco mais distante do trabalho, vive cercada de montanhas em um sítio em Santa Rita do Jacutinga, em Minas Gerais.

A escolha de Maria Gladys como homenageada da 13º edição do CineOP é um acerto.  Além de esbanjar simpatia, a atriz representa bem a vanguarda tropical. Ainda carrega consigo, e passa para as pessoas, todo o sentimento de uma geração de artistas marcada pela liberdade, performance e resistência ao status.

Confira a programação completa aqui.

* O repórter viajou a convite da CineOP.

 

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