Teatro
“Marcas do Tempo”
Espetáculo teatral inspirado em três contos da escritora Maria Célia Nunes
Marcas do Tempo FOTO Gabriel Caram
Teatro
Espetáculo teatral inspirado em três contos da escritora Maria Célia Nunes
Marcas do Tempo FOTO Gabriel Caram
O espetáculo teatral “Marcas do Tempo”, inspirado em três contos da escritora Maria Célia Nunes e dirigido por Alan Najara, inicia uma nova temporada de apresentações em Belo Horizonte. A primeira sessão acontece no dia 1º de abril, às 15h, no Centro Cultural Padre Eustáquio, marcando o início da circulação da peça por cinco espaços públicos da capital mineira.
A montagem, que estreou em 2024, aborda temas históricos como exclusão, extermínio, escravização e vilipêndio dos povos originários, africanos e afrodescendentes, promovendo uma reflexão sobre a herança colonial e as desigualdades estruturais da sociedade brasileira. O projeto conta com entrada gratuita e intérprete de Libras, garantindo acessibilidade ao público surdo e ensurdecido.
Após a sessão de estreia, “Marcas do Tempo” passará por cinco espaços culturais públicos ao longo de abril e maio:
A circulação é viabilizada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (LMIC) e tem previsão de atingir um público de 600 pessoas, a partir dos 14 anos, de diversas regiões e segmentos sociais.
O espetáculo é baseado nos contos “As Chamas e o Legado”, “O Menino e a Mulher” e “Amor Proibido”, que resgatam as três matrizes etnoculturais formadoras do povo brasileiro. A narrativa mistura narração oral, encenação teatral e uma trilha sonora cuidadosamente elaborada, criando uma experiência imersiva e reflexiva.
Maria Célia Nunes, autora dos textos, tem uma trajetória de 31 anos como professora de História e Sociologia, além de atuar como contadora de histórias há 19 anos. Seu trabalho no espetáculo propõe a valorização da memória coletiva e da tradição oral como forma de preservar e compartilhar saberes.
“O espetáculo busca fortalecer a tradição da narração oral como veículo de perpetuação da memória coletiva, abrindo caminho para múltiplas expressões da cultura popular e literária, como contos, crônicas, cordéis e lendas”, destaca a autora.
Publicado por Carol Braga
Publicado em 25/03/25