Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Livros de autores asiáticos para adicionar à lista de leituras

Separamos cinco livros de autores asiáticos, entre clássicos e contemporâneos, para você colocar na fila para leitura
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Arundhati Roy. Foto: Chiara Goia

Nomes como Haruki Murakami, traduzido para mais de 50 idiomas pelo mundo, e Kazuo Ishiguro, Nobel de Literatura em 2017, estão entre os autores asiáticos mais conhecidos mundo afora. Entretanto, não são os únicos, já que a Ásia é um continente gigantesco, abrigando 50 países e quase três quintos da população da Terra. Além disso, tem grande riqueza em cultura em todos os aspectos e, mesmo estando do outro lado do mundo, não significa que devemos ficar tão distantes dela assim. 

Então, para te ajudar a escolher a próxima leitura, destacamos cinco livros fundamentais da literatura asiática para você conhecer e adicionar à lista de leitura. Que tal se aventurar por uma narrativa diferente? Confira!

O bom filho, de You-jeong Jeon

You-jeong Jeon é uma das maiores e principais autoras coreanas da atualidade, chegando a ser apelidada de “Stephen King coreana”. O livro O bom filho é um thriller sombrio e psicológico que conta a história de um jovem nadador, Yu-jin, que tem um futuro promissor, mas vê a carreira interrompida devido à epilepsia. Com o preço alto das medicações, o sonho acaba ficando para trás, mas isso não impede que ele saia todas as noites escondido para correr. Em uma manhã, acorda sentindo cheiro de sangue e acredita ter sofrido um ataque epilético durante a noite. Entretanto, vê sangue pela casa e encontra o corpo da mãe. A partir daí, ele tenta descobrir o que aconteceu nas últimas horas, resgatando na memória e juntando pistas para explicar o assassinato. Compre aqui

O deus das pequenas coisas, de Arundhati Roy

Esta dica vem direto da Índia e é o romance de estreia da romancista, escritora e ativista que foi a primeira pessoa do país a vencer o Booker Prize, um dos mais importantes prêmios do Reino Unido, em 1998. O livro se passa na Índia em 1969 e conta a história dos gêmeos Rahel e Estha, que crescem em meio às tradições dos caldeirões de geleia de banana e grãos de pimenta da família. Em resumo, é um livro que fala e reflete sobre temas tabus no país asiático, como o sistema de castas, por exemplo. Compre aqui.  

Kyoto, de Yasunari Kawabata

Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1968, o livro foi um dos últimos do escritor japonês, publicado em 1966. Narra a história de Chieko, uma jovem que vê o comércio de quimonos da família indo à falência no período pós-guerra. Paralelamente, vários comércios vivem a mesma condição por causa das mudanças na cultura, influenciadas pelo Ocidente. Dessa forma, em uma caminhada pela periferia de Kyoto, a jovem descobre que tem uma irmã gêmea e que foram separadas ainda bebês. Sendo assim, tentam de tudo para uma reaproximação. O autor fez um mergulho nas tradições e costumes da região para construir a narrativa, mesclando as construções antigas e modernas, datas festivas, belezas naturais e relações. Compre aqui.

O simpatizante, de Viet Thanh Nguyen

Livro sobre um agente duplo comunista que se infiltra no exército sul-vietnamita e consegue se refugiar nos Estados Unidos após a Queda de Saigon. Dessa forma, o agente observa os esforços dos refugiados para sobreviverem em Los Angeles enquanto transfere informações para os superiores no Vietnã. Entretanto, o protagonista vive uma série de conflitos, já que é filho de mãe vietnamita e pai francês que frequentou universidade nos EUA. O livro de estreia do autor do Vietnã foi lançado nos Estados Unidos e venceu o Pulitzer de Ficção em 2016. Viet Thanh Nguyen vive desde os quatro anos no país e é professor de literatura na Universidade da Califórnia. Compre o livro aqui.

A arte da guerra, de Sun Tzu

Por fim, um clássico datado de aproximadamente 500 a.C. Originalmente nasceu como um tratado militar do estrategista Sun Tzu de 13 capítulos, cada um abordando um ponto específico da estratégia da guerra. A história acredita que as técnicas foram utilizadas por nomes como Napoleão Bonaparte e Mao Tse Tung, por exemplo. Entretanto, devido aos conhecimentos de natureza humana, a narrativa transcendeu a guerra, agora constantemente associada ao cotidiano, ao mundo corporativo e esportivo. Em outras palavras, há que o veja como uma obra que metafora a vida. Adquira aqui.

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Capa do livro “A arte da guerra”. Crédito: Jardim dos Livros

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