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Linha 55 Eventos Pampulha: testei e conto como foi
Serviço especial da BHTrans facilita a saída dos shows, mas precisa de mais ônibus e melhor logística.
Onibus 55 Eventos | Foto Carol Braga
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Serviço especial da BHTrans facilita a saída dos shows, mas precisa de mais ônibus e melhor logística.
Onibus 55 Eventos | Foto Carol Braga
A BHTrans estreou recentemente a linha especial 55, criada para atender o público de eventos na Pampulha e ligá-los ao Centro e à Savassi. Depois do belo show de Marisa Monte e Orquestra no Parque Ecológico da Pampulha, testei o serviço e constatei: embora a proposta seja positiva, a operação ainda não consegue atender à demanda.
O show terminou por volta das 21h30 e consegui sair do parque por volta das 22h. A fila para embarque no Marco 0 estava cheia, mas com fluxo constante. Três ônibus partiram rapidamente, todos lotados. Em seguida, houve uma longa interrupção no atendimento. Detalhe: esperamos – na chuva – por mais de 40 minutos. O que indica que a viagem de ida até a Savassi e o retorno à Pampulha dependiam da mesma frota.
A proposta da Prefeitura é oferecer uma alternativa ao uso de carro e aplicativo. No entanto, a quantidade de ônibus e o tempo de intervalo entre as viagens mostraram que o sistema ainda não está dimensionado para o público de grandes eventos.
A operação expôs um desafio recorrente em Belo Horizonte: iniciativas de mobilidade são implantadas, mas sem estrutura para suportar picos de público. Especialistas em transporte urbano defendem que linhas especiais precisam de frota exclusiva, viagens frequentes e integração com outras modalidades, como táxi e transporte por aplicativo, para funcionarem de fato.
A experiência dentro do Parque Ecológico foi positiva na maior parte do tempo. Na pista premium, o público tinha boa visão do palco e a quantidade de banheiros era adequada. O problema foi a distribuição: todos os sanitários estavam concentrados em apenas um lado da arena.
Quem estava do lado oposto teve dificuldade para se deslocar, principalmente durante o show, quando a travessia pela multidão se tornou inviável. A falta de saídas alternativas e rotas de circulação fez com que o público se concentrasse em um único ponto de escoamento ao fim da apresentação.
Em resumo, a partir da minha experiência, o que precisa melhorar:
Publicado por Carol Braga
Publicado em 19/10/25