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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Por que você deveria prestar atenção no que Karol Conka fala sobre empoderamento e diversidade?

A multiartista participa do encerramento do Circuito Acadêmico UniBH 2020/2 falando a partir da temática  “Vida & Carreira, diversidade e empoderamento feminino”

Por Jaiane Souza *

08/12/2020 às 16:37 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Karol Conká na série "Afronta!". Foto: Preta Portê Filmes

Ouvir o que os grandes artistas têm a dizer, principalmente aqueles que admiramos, aumentam o nosso repertório e nos fazem refletir. No caso de Karol Conka, as falas sobre empoderamento, feminismo e diversidade estão nas músicas e no discurso. Mais do que isso: estão no simples e complexo fato da artista existir e ser uma das grandes artistas da atualidade.

Conka é uma das convidadas para o Circuito Acadêmico UniBH 2020/2. A iniciativa tem objetivo de reunir trabalhos e projetos multidisciplinares de vários cursos e áreas do conhecimento do Centro Universitário para integração com a comunidade e o mercado. 

Dessa forma, nada melhor do que uma multiartista para a mesa redonda de encerramento. Karol Conka participa no dia 10 de dezembro, às 20h, falando sobre a temática “Vida & Carreira, diversidade e empoderamento feminino”. Além de artista da música, ela é produtora, atriz, apresentadora e ainda tem uma marca de roupas próprias. Veja aqui a programação completa do Circuito Acadêmico

Então, aqui vão alguns motivos para você prestar atenção no que ela tem a dizer. 

Protagonismo feminino

Karol Conka é atualmente uma das principais referências femininas no rap brasileiro. Quando chegou na cena profissional, há cerca de 10 anos, percebeu um cenário predominantemente masculino. Antes disso, já via o machismo na adolescência. Quando iniciou no rap, aos 16 anos, as meninas se fantasiavam de homens para conquistar o respeito que mereciam. Nesse momento decidiu que chegaria para causar. Desde então, sempre capricha no rímel, no batom e nas roupas.

Entretanto, nem tudo são flores. Ela relata em diversas entrevistas que o machismo batia na sua porta a todo momento. Em alguns casos, outras mulheres especularam que ela mantinha relação com promotores ou DJs para se destacar. “Eu só entrava com o meu rap, sem nunca me envolver com ninguém. Nunca quis passar pela situação de ser vista como ‘a mina do cara’ ou ‘a mina do MC'”, conta ao Estadão

Filosofia do empoderamento

Karol Conka não gosta muito de ser vista como uma mulher empoderada e sim poderosa. Dessa forma, acredita que a arte que faz é sim empoderada, porque ela dá poder para as palavras, para a rima e para a música como um todo. O resultado é uma artista poderosa. Unido a isso está se sentir bem resolvida e não depender da opinião alheia para seguir o que gosta. Ou seja, elevação da autoestima. 

Apesar de tudo isso, o racismo é um assunto que deve ser considerado também. Como mulher negra e do rap, Karol Conka muitas vezes foi subjugada como uma artista menor e menos importante. Ela começou a se destacar em 2011, quando disponibilizou as músicas no internet. Durante dois anos compartilhou canções e parcerias, como a com o rapper Projeta, por exemplo. Mas foi em 2013 que começou a ganhar projeção nacional. Ela recebeu a prêmio de Artista Revelação no Prêmio Multishow de Música Brasileira. Em seguida, veio o grande hit Tombei, em 2015. A partir daí seguiu em uma estrada ascendente. 

Diversidade

Uma palavra que está sempre no discurso de Karol Conka é a empatia. Para ela, isso ajuda a resumir o que é a diversidade. Mas é algo que precisa ser dito de forma prática, se colocar mesmo no lugar das pessoas para imaginar os cenários possíveis. A pauta está constantemente no programa Superbonita, que ela apresenta no Canal GNT e discute a mulher nos mais diferentes pontos de vista, sempre em redescoberta. 

Além disso, em entrevista para o portal Gaúcha, comentou sobre diversidade na mídia, na publicidade, os caminhos para ampliação e a importância da presença da mulher negra nesses espaços. Um dos pontos principais é a necessidade de olhar para as minorias. Falar com esse público resulta em uma verdadeira evolução cultural, já que gera inclusão e respeito às diferenças. Leia a entrevista na íntegra aqui

Em resumo, escutar o que Karol Conka tem a dizer sempre vai trazer a possibilidade de ampliação de repertório e da empatia. Isso é fundamental em todas as áreas, sem exceção já que tudo é feito de pessoas para pessoas. Essas discussões complexas e muitas vezes dolorosas ficam mais leves na música. Pode ser um bom começo para ouvir o que ela tem a dizer.  

 

carol conka

Karol Conka
Foto: Carlos Sales / Divulgação

 

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