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Mariana Villafañe estreia individual no Brasil em BH

Mostra na Galeria Murilo Castro reúne pinturas e obras cinéticas da artista argentina.

Foto: Nathalia Baja

A Galeria Murilo Castro inaugura, em 23 de maio, a exposição “Das pinturas com luz às paisagens sonoras”, da artista argentina Mariana Villafañe. A mostra tem curadoria de Felipe Scovino e marca a primeira individual da artista no Brasil.

A visitação será de 25 de maio a 4 de julho, em Belo Horizonte. A exposição reúne pinturas e obras cinéticas produzidas entre 2018 e 2026. O conjunto apresenta pesquisas sobre percepção, movimento, tempo e representação visual do som.

Entre som e movimento

Com influência da arte cinética, do construtivismo latino-americano e dos escritos futuristas de Luigi Russolo, Villafañe aproxima o campo visual da experiência auditiva. Na série “Paisajes Audibles”, composições geométricas sugerem ondas sonoras e paisagens em transformação.

Já em obras como “Dinamismos” e “El Sonido del Tiempo”, a artista usa motores, luzes e estruturas programadas. Assim, investiga o tempo como matéria e como experiência perceptiva.

“Essa exposição reúne diferentes investigações que venho desenvolvendo nos últimos anos em torno da percepção, do movimento e da representação visual do som. Meu trabalho nasce de um profundo interesse pelos fenômenos sensoriais e pela maneira como o corpo percebe o tempo, a luz e a vibração no espaço. Nas obras cinéticas e nas pinturas, procuro construir paisagens sonoras visuais, onde a matéria parece entrar em estado de ressonância. Muitas dessas pesquisas foram influenciadas pelos escritos futuristas de Luigi Russolo e pela ideia de que os ruídos fazem parte da experiência contemporânea e do nosso cotidiano perceptivo”, afirma a artista.

Segundo Felipe Scovino, “Villafañe aproxima geometria, som, arquitetura e pintura em uma obra íntegra, porém esquiva porque está aberta, enquanto um jogo virtual, a especulações por parte do espectador. Não se tratam ‘apenas’ de pinturas, mas de paisagens que possuem um comprometimento com o som”, diz.

Primeira individual no Brasil

A mostra inclui trabalhos cinéticos como “Prototipo de experimentacion sonora”, nos quais motores e esferas metálicas produzem sons e movimentos contínuos. Além disso, obras como “Habitar la máquina” ampliam a pesquisa sobre percepção ótica e espacialidade por meio de estruturas motorizadas e superfícies reflexivas.

Também integram a exposição as séries “Polifonias: Concierto para esferas metálicas”, “Tiempo de Retorno”, “Compás de espera” e “Distorsión envolvente”. Com isso, a artista articula luz, motores, espelhos, esferas e superfícies reflexivas.

“Tenho uma expectativa muito especial para essa exposição, porque é minha primeira individual no Brasil e sinto que existe uma conexão muito forte entre meu trabalho e a sensibilidade do público brasileiro. Também estou muito feliz com o diálogo construído com a galeria e com a curadoria, que trouxe novas leituras e aprofundou aspectos importantes da minha pesquisa, especialmente a relação entre vazio, tempo e percepção”, completa Villafañe.

Mariana Villafañe nasceu em Buenos Aires, em 1972, e vive e trabalha entre Buenos Aires e Madrid. Formada em Arquitetura pela Universidade de Buenos Aires e em Artes Visuais pelo Instituto Universitario Nacional de Arte, já participou de exposições em cidades como Paris, São Paulo, Bogotá, Barcelona, Miami, Nova York, Berlim e Dubai.

Serviço

Exposição “Das pinturas com luz às paisagens sonoras” – Mariana Villafañe.
Abertura: 23 de maio de 2026, das 11h às 14h.
Período de visitação: 25 de maio a 4 de julho de 2026.
De segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábados, das 10h às 14h.
Local: Galeria Murilo Castro (Rua Saturno, 10 – Santa Lúcia – Belo Horizonte/MG).
Mais informações no Site da Galeria Murilo Castro

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 14/05/26

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