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Filme revela história da Minas de Morro Velho em Nova Lima
Obra narrada por Mauricio Tizumba usa documento do DOPS para mostrar memórias apagadas da mineração.
Maurício Tizumba | Foto: Hortência Abreu
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Obra narrada por Mauricio Tizumba usa documento do DOPS para mostrar memórias apagadas da mineração.
Maurício Tizumba | Foto: Hortência Abreu
O Museu da Imagem e do Som recebe, no dia 26 de novembro de 2025, às 19h, o lançamento do filme Mineiro não se Dobra, que revisita a história das Minas de Morro Velho, em Nova Lima. A sessão terá legenda, tradução em Libras e uma roda de conversa com os diretores após a exibição.
Dirigida por Hortência Abreu e Ricardo Burgarelli, a obra tem 30 minutos e constrói sua narrativa a partir de imagens de arquivo, colagens, animação e stop motion. A narração está na voz de Mauricio Tizumba, que conduz o público por um relato marcado por desigualdades e resistência.
O filme se apoia no livreto “Os Horrores nas Minas de Morro Velho” (1931), escrito por Francisco Soares de Oliveira, mineiro que trabalhou na extração de ouro e registrou condições insalubres vividas pelos trabalhadores. O documento foi encontrado no arquivo do DOPS (MG) e oferece um retrato direto de uma sociedade estruturada pela exploração e pela violência.
A pesquisa que deu origem ao projeto integrou documentos históricos e práticas da arte contemporânea. O filme também retoma a presença de mão-de-obra escravizada na mina e a chegada de imigrantes europeus que atuaram no local após a abolição. O texto cita espanhóis e italianos, mencionando ainda histórias familiares ligadas à mineração, como a do tataravô de Hortência Abreu, Jesus Otero Anta, e a de um parente que morreu em um acidente sem que a família recebesse o certificado de óbito.
Além disso, a obra evidencia a relação direta entre mineração e construção urbana, social e econômica de Nova Lima. Mostra ainda a força dos trabalhadores que participaram de movimentos grevistas de alcance nacional e enfrentaram repressões durante a ditadura militar. O impacto de doenças e perdas humanas também integra o relato.
Ao recuperar memórias silenciadas, o filme propõe um diálogo entre passado e presente. Reúne testemunhos e imagens que ampliam a reflexão sobre o papel da mineração na formação da cidade e sobre consequências que ainda atravessam o cotidiano.
Lançamento do filme “Mineiro não se Dobra”
Direção: Hortência Abreu e Ricardo Burgarelli.
Data: 26 de novembro.
Horário: 19h.
Local: Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte.
(Av. Álvares Cabral, 560 – Lourdes).
Entrada gratuita.
Exibição com legendas e tradução em Libras.
Roda de conversa com os diretores.
Mais informações no Instagram @museudaimagemedosombh.
Sessão em Nova Lima
Data: 28 de novembro.
Horário: 19h30.
Local: Cineclube Mingu.
(Rua Viriato Gomes de Barros, 38 – Mingu, Nova Lima).
Entrada gratuita.
Exibição com tradução em Libras e legendas.
Sessão no Museu da Moda – BH.
Data: 2 de dezembro.
Horário: 19h.
Local: Museu da Moda.
(Rua da Bahia, 1149 – Centro).
Entrada gratuita.
Exibição com tradução em Libras e legendas.
Roda de conversa com os diretores.
Mais informações no Instagram @museudamodabh.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 21/11/25