Música
Filarmônica encerra 2025 com Villa-Lobos e Ravel
Concerto reúne a Sexta Sinfonia de Villa-Lobos e duas obras marcantes de Ravel nos dias 11 e 12 de dezembro, na Sala Minas Gerais.
Maestro Fábio Mechetti | Foto: Rafael Motta
Música
Concerto reúne a Sexta Sinfonia de Villa-Lobos e duas obras marcantes de Ravel nos dias 11 e 12 de dezembro, na Sala Minas Gerais.
Maestro Fábio Mechetti | Foto: Rafael Motta
A Filarmônica de Minas Gerais encerra a Temporada 2025 com dois concertos dedicados a Villa-Lobos e a Maurice Ravel. As apresentações serão nos dias 11 e 12 de dezembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular. Os ingressos estão disponíveis no site da orquestra e na bilheteria, com valores a partir de R$ 39,60.
Com repertório que destaca a diversidade criativa de Villa-Lobos e o refinamento orquestral de Ravel, o programa reforça o diálogo entre a música brasileira e a tradição europeia. Além disso, integra as celebrações pelos 150 anos do compositor francês, lembrado mundialmente ao longo de 2025.
Desde 2008 à frente da Filarmônica, Fabio Mechetti estruturou uma trajetória reconhecida por interpretações precisas e pela consolidação da orquestra como referência nacional. Sua carreira inclui passagens por importantes instituições nos Estados Unidos e convites frequentes para reger na Europa, Ásia e América Latina. No Brasil, Mechetti já conduziu formações como a Osesp, a Sinfônica Brasileira e a Petrobrás Sinfônica.
No encerramento da temporada, ele retorna ao repertório de Villa-Lobos com a Sinfonia nº 6, “Sobre a linha das montanhas”, concluída em 1944. A obra é marcada pela técnica da milimetrização, processo em que o compositor transforma o contorno de montanhas em linhas melódicas. Villa-Lobos utilizou perfis do Pão de Açúcar, do Corcovado e da Serra dos Órgãos para criar a estrutura da sinfonia, estreada em 1950.
O segundo movimento revela texturas etéreas, com glissandi nas cordas e solos nas madeiras que evocam essas paisagens. A sonoridade progressivamente mais densa abre espaço para um clima de tensão rítmica, que se resolve com a entrada expressiva dos metais.
A segunda parte do programa destaca duas obras emblemáticas de Maurice Ravel. As Valsas Nobres e Sentimentais, compostas em 1911 e orquestradas no ano seguinte, reinterpretam a tradição vienense e dialogam com Schubert e Strauss Jr. Embora preserve o ritmo da valsa, Ravel transforma a forma original por meio de harmonias modernas, cores surpreendentes e uma escrita que sugere mais uma memória da dança do que sua prática direta.
Em seguida, o Bolero surge como ponto culminante do concerto. Encomendado pela bailarina Ida Rubinstein e estreado em 1928, o Bolero se apoia na repetição de um tema insistente, ampliado gradualmente pela orquestração. Ravel criou um crescendo contínuo, que se tornou um dos marcos do repertório sinfônico do século XX. A obra conquistou o público desde as primeiras apresentações e permanece entre as partituras mais executadas do compositor.
Filarmônica de Minas Gerais — Série Allegro
11 de dezembro — 20h30 — Sala Minas Gerais
Série Vivace
12 de dezembro — 20h30 — Sala Minas Gerais
Fabio Mechetti, regente
Programa
Villa-Lobos — Sinfonia nº 6, “Sobre a linha das montanhas”
Ravel — Valsas Nobres e Sentimentais
Ravel — Bolero
Ingressos: Entre R$ 39,60 a R$193, pelo site.
Mais informações no site Filarmonica.art.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 08/12/25