Festival Tapume 2025 colore o centro de Belo Horizonte
Terceira edição celebra o lambe-lambe com dez artistas e programação gratuita no Circuito Baixo Centro
Foto: Samuca Fischer
Terceira edição celebra o lambe-lambe com dez artistas e programação gratuita no Circuito Baixo Centro
Foto: Samuca Fischer
O Festival Tapume chega à sua 3ª edição reafirmando o protagonismo do lambe-lambe e sua potência como linguagem da arte urbana em Belo Horizonte. A abertura será nesta quinta-feira, 16 de outubro, às 18h, no Edifício Sulacap (Avenida Afonso Pena, 981, Centro). Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.
Dez artistas de diferentes origens produzem obras e intervenções no Circuito Baixo Centro, com atividades e exposições no Centro de Referência da Juventude (CRJ), no Edifício Sulacap, no Edifício Central e na Escola Livre de Artes – ELA, integrando a Zona Cultural da Praça da Estação.
Segundo o idealizador Leonardo Beltrão, o evento marca uma nova fase. “Se nas duas primeiras edições ocupamos a cidade para afirmar a potência dessa linguagem, agora queremos aprofundar ainda mais. Essa 3ª edição é de continuidade, mas também de expansão: novas vozes, novas camadas e o reconhecimento de que Beagá tem lugar de destaque na arte urbana.”
Desde sua criação, o Tapume tem curadoria 100% feminina. Em 2025, o trio Bruna Alcântara, Juliana Gontijo e Tainá Evaristo assina a seleção dos artistas. “O lambe sempre teve forte presença feminina, mas muitas vezes invisibilizada. O Tapume busca colocar esse protagonismo em evidência”, reforça Beltrão.
Bruna é referência nacional no lambe-lambe e já participou de festivais no Brasil e no exterior. Juliana, artista e pesquisadora, traz experiências que unem geografia e humanidades. Tainá, designer e pesquisadora da UFMG, investiga a visualidade negra e decolonial.
A diversidade de olhares marca a edição. Line Lemos expande sua pesquisa sobre “Arqueologia doméstica de afetos e ruínas” para o espaço urbano. Iaci apresenta o painel “Erguer o Sonho”, reflexão poética sobre maternidade e cuidado. Ana Elisa Neves exibe “Noturna”, obra que aborda ancestralidade e visibilidade negra.
Priscila Rezende traz “Afluente”, que reflete sobre corpo, natureza e espiritualidade. Bárbara Elizei apresenta uma pintura simbólica sobre o protagonismo do interior na agricultura. Iêda Carvalho assina “Memória e Fé”, reunindo elementos de proteção e pertencimento.
Já Izabela Santiago lança o “Manifesto árabe-latino-americano”, obra de forte engajamento político. Flávia Librário, com “Librário na Rua”, une arte e inclusão por meio da difusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Voltadas às infâncias, Bela Righi e Thais Azevedo, da Banca Crianceira, realizam a oficina “Desenhacidade”, que propõe às crianças criar narrativas visuais sobre Belo Horizonte. Único homem do grupo, Alisson Damasceno propõe uma intervenção que une lambe-lambe e stencil em diálogo com corpo, cultura e educação.
A visita guiada para conhecer as obras será no dia 25 de outubro, às 15h, com ponto de encontro no Edifício Sulacap. Os lambes poderão ser visitados durante um mês, nos respectivos horários de funcionamento dos Centros Culturais, entre os dias 18/11 e 18/12, a partir da programação abaixo:
Festival Tapume 2025 – Abertura da 3ª edição
Quando: 16/10 (quinta-feira), às 18h
Onde: Edifício Sulacap – Av. Afonso Pena, 981, Centro, BH
Quanto: Entrada gratuita
Mais informações no Instagram @festivaltapume.
Publicado por Floriano Comunicação
Publicado em 15/10/25