Música
Festival da Onça celebra rios com cultura e mutirões
Segunda edição ocupa o Bairro Novo Aarão Reis, de 1 a 7 de setembro, com oficinas, shows e ações ambientais gratuitas.
Foto: Tamás Bodolay
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Segunda edição ocupa o Bairro Novo Aarão Reis, de 1 a 7 de setembro, com oficinas, shows e ações ambientais gratuitas.
Foto: Tamás Bodolay
O Festival da Onça chega à sua 2ª edição para transformar as margens do Ribeirão Onça em espaço de convivência, arte e cuidado ambiental. De 1 a 7 de setembro, o Bairro Novo Aarão Reis, na região Norte de Belo Horizonte, recebe oficinas, mutirões de limpeza, lançamento de livro e programação cultural gratuita.
A escolha do território não é por acaso: o local abriga a maior queda d’água em leito natural dentro de uma capital brasileira. Em 2024, o festival inaugurou um mirante e um escorregador. Agora, a meta é avançar no projeto do Parque Ciliar Comunitário, um corredor verde de seis quilômetros com lazer, cultura e preservação.
“Com projetos de mobiliários realizados por estudantes da UFMG e selecionados via edital, realizamos a transformação do mirante da cachoeira em um espaço de encontro, descanso e brincadeira”, afirma Débora Tavares, coordenadora de mutirões.
No sábado, 6, o público terá shows de Tio Caco, Neghaum e Talita Silva & Lance Livre, além de Baile Charme e discotecagem. Às 16h, Fran Januário se apresenta com Dona Eliza, em um encontro que une gerações do samba mineiro. A noite será de funk e energia com Swing Safado e MC Dodo.
No domingo, 7, a festa começa cedo com cortejo da Orquestra Popular Terno do Binga, seguido de As Grandes Figuras e do tradicional Boi da Manta. O dia ainda traz feira gastronômica, festival de pipa e atividades na Tenda da Cultura.
Entre 1 e 5 de setembro, o festival dedica-se às vivências comunitárias. A programação inclui oficina de doce com Dona Helena, exposição de botânica, exibição do documentário Arrancados das Raízes, roda de corrida com o grupo Calma Clima e o lançamento do livro Lembra: isto é Rio – Histórias do Ribeirão da Onça.
Belo Horizonte tem quase 700 quilômetros de cursos d’água, muitos canalizados ou poluídos. O Festival da Onça nasce para resgatar a convivência com os rios, transformando espaços degradados em áreas de lazer, cultura e pertencimento.
A iniciativa é realizada pela Escola de Arquitetura da UFMG, em parceria com o Comupra, o Movimento Deixem o Onça Beber Água Limpa e o Projeto Manuelzão, com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
Festival da Onça
1 a 7 de setembro
Bairro Novo Aarão Reis – Belo Horizonte
Programação completa no site Festival da Onça.
Publicado por Mariana Cordeiro
Publicado em 02/09/25