O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte realiza, entre os dias 23 e 29 de março, o FAN Raízes. A programação ocupa as dez regionais da cidade com atividades gratuitas que conectam arte, tradição e território. Ao longo da semana, cortejos, oficinas, shows, encontros gastronômicos e vivências culturais reúnem artistas, mestres de tradição e comunidades.
A iniciativa integra as comemorações de 30 anos do festival. Nesta edição, o FAN BH adota um formato expandido, com ações distribuídas ao longo de nove meses. O FAN Raízes marca um momento de presença direta nos territórios, ampliando o diálogo com diferentes regiões da cidade.
A abertura, no dia 23 de março, homenageia o Congado do bairro Urca. O cortejo parte às 18h da sede da Guarda e segue até o Centro Cultural Pampulha. No local, será inaugurada a exposição do lambe-mural “BATICUM do Urca”, do artista Dimitri Torres. A programação inclui ainda roda de conversa com o artista e integrantes da Guarda.
Programação ao longo da semana
No dia 24, a programação se divide entre formação e tradição. Às 19h, a oficina “Maculelê: Corpo, Ritmo e Ancestralidade”, com Mestranda Sinhá, propõe uma vivência prática com bastões, cantos e marcações rítmicas. Já às 19h30, a Irmandade Nossa Senhora do Rosário do Novo Gameleira realiza cortejo de Moçambique no bairro Nova Gameleira.
Na quarta-feira, 25, o Centro Cultural Alto Vera Cruz recebe o espetáculo “Identidade Ancestral”, do coletivo Boca de Dendê. A apresentação reúne teatro, música e dança em torno de temas como memória e pertencimento.
No dia 26, o Barreiro recebe o show “Raízes Afro-Brasileiras da Viola Caipira”. Marcos Catarina, ao lado do Coletivo Violagoa, destaca a presença da cultura negra na formação da viola e suas sonoridades.
Já na sexta-feira, 27, o Instituto SôUai, em Venda Nova, recebe o show “O Lado Negro das Coisas”, de Tiocapone. O artista mistura referências do rock, rap, funk e reggae em uma apresentação que dialoga com diferentes linguagens musicais.
Sábado reúne gastronomia, música e cinema
O sábado, 28 de março, concentra atividades diversas. Às 10h, o Mercado da Lagoinha recebe o encontro “Sabores que Alimentam o Tempo”, com Josiane Botelho, que articula memória e cultura a partir da culinária.
Às 14h, o músico cubano Eugenio Clavelles conduz oficina sobre os tambores Batá, abordando história, usos e características sonoras. A atividade será no Nucaf, no Centro.
À noite, a programação segue na sede da Guarda de Moçambique Treze de Maio, no bairro Concórdia. A partir das 19h30, será exibido o documentário “A Rainha Nzinga Chegou”, seguido de conversa com a Rainha Isabel Casimira e jantar coletivo.
Encerramento com capoeira e candombe
No domingo, 29, o encerramento ocupa espaços simbólicos da cidade. Às 10h, a Feira Hippie recebe uma roda de capoeira conduzida por Mestre Manso e pela Escola de Capoeiragem Quilombo de Minas.
Em seguida, às 14h, a Praça Gabriel Passos, no bairro Concórdia, recebe a vivência “Candombe Rosário dos Pretos”, com o capitão Luiz Cláudio. A atividade reúne cantos, toques e práticas ligadas ao Congado mineiro e segue até às 20h.
Serviço
FAN RAÍZES – Festival de Arte Negra de Belo Horizonte
Data: 23 a 29 de março de 2026
Em diversos espaços de Belo Horizonte
Entrada gratuita
Ingressos: parte da programação com retirada pela Sympla ou presencialmente 30 minutos antes (sujeito à lotação).
Mais informações pelo site FAN.
PBH abre inscrições de propostas artísticas para o 13º Festival de Arte Negra – FAN Espiralar.
As inscrições são gratuitas até o dia 5 de abril pelo Portal Belo Horizonte.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 20/03/26
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