Palácio das Artes abre 2026 com exposição de Ricardo Levy
Mostra “Forma, Espaço e Matéria!” ocupa quatro áreas do Palácio das Artes, a partir de 8 de janeiro
Ricardo Carvão | Foto: Luiz Maia
Mostra “Forma, Espaço e Matéria!” ocupa quatro áreas do Palácio das Artes, a partir de 8 de janeiro
Ricardo Carvão | Foto: Luiz Maia
O Palácio das Artes abre sua programação de 2026 com a exposição “Forma, Espaço e Matéria!”, do escultor Ricardo Carvão Levy. A mostra estreia no dia 8 de janeiro e segue até 1º de fevereiro, com entrada gratuita. A iniciativa integra as comemorações dos 55 anos do Palácio das Artes e ocupa quatro espaços do complexo cultural.
A exposição propõe um percurso por esculturas e instalações que evidenciam a relação entre matéria, geometria e espaço. A partir de uma provocação entre carvão e diamante, a mostra apresenta obras que exploram o carbono em diferentes estados simbólicos e formais, em diálogo direto com a arquitetura e os ambientes do Palácio.
“Tenho um carinho especial pelo Palácio das Artes. Foi aqui que, após sete anos de trabalho silencioso, realizei minha primeira exposição individual, em 1979, na então Grande Galeria, hoje Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, apresentando parte do ‘ciclo do couro’. Em 1998 fui convidado para inaugurar o espaço aberto, como extensão das galerias, com a exposição Tubismo, esculturas em aço; onde agora, acontece Forma, Espaço e Matéria! Desde então, sigo criando, diversificando materiais, técnicas e linguagens. Não cristalizar é uma norma para mim – inclusive romper regras que eu mesmo estabeleci. A criação é meu oxigênio: sem ela, algo essencial me falta”, afirma Ricardo Carvão Levy.
Na Galeria Aberta Amilcar de Castro, o público encontra um estudo de 1982, com três metros de altura, que reproduz a escultura Monumento à Paz, instalada na Praça do Papa, em Belo Horizonte. O espaço também abriga a Série Cubismo, com oito esculturas em aço oxidado, além da instalação O Último Suspiro da Mata, composta por 18 esculturas produzidas entre 1980 e 1990, com materiais descartados, aço oxidado e argila expandida.
No Café do Palácio, duas esculturas suspensas da Série Cubismo dialogam com o ambiente, utilizando tela de aço e policromia. Já no Passeio Niemeyer, a Série Tubismo reúne sete esculturas feitas a partir de filtros de poço artesiano descartados, trabalhados com corte, deslocamento e solda.
Nos jardins internos do Palácio das Artes, uma escultura da Série Cubismo completa o percurso expositivo. A obra combina tela de aço, alumínio, policromia e material reaproveitado, reforçando a investigação do artista sobre volume, leveza e ocupação do espaço.
Mineiro de coração, Ricardo Carvão Levy nasceu em Belém do Pará e vive há mais de 60 anos em Minas Gerais. Sua produção articula referências da paisagem amazônica, das artes pré-colombianas e da geometria moderna. Segundo a curadora Cynthia Rabello, “desde os seus primeiros gestos escultóricos, Ricardo Carvão Levy construiu uma obra em permanente metamorfose”.
Exposição “Forma, Espaço e Matéria!”
Abertura: 8 de janeiro (quinta-feira).
Horário da abertura: 19h.
Visitação: terça a sábado, das 9h30 às 21h; domingo, das 17h às 21h.
Período expositivo: 9 de janeiro a 1º de fevereiro.
Locais: Galeria Aberta Amilcar de Castro, Café do Palácio, Passeio Niemeyer e jardins internos – Palácio das Artes.
Endereço: Avenida Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte.
Classificação indicativa: Livre.
Entrada gratuita.
Mais informações no site da Fundação Clóvis Salgado.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 06/01/26