‘Beagá Decô e Gráfica’ une arquitetura e artes gráficas
Exposição no Museu Histórico Abílio Barreto propõe diálogo entre arquitetura Art Déco e design gráfico, com roda de conversa gratuita no dia 30/10.
Fernanda Goulart | Foto: Alexandre Rezende
Exposição no Museu Histórico Abílio Barreto propõe diálogo entre arquitetura Art Déco e design gráfico, com roda de conversa gratuita no dia 30/10.
Fernanda Goulart | Foto: Alexandre Rezende
As fachadas em estilo Art Déco de Belo Horizonte inspiram a exposição “Beagá Decô e Gráfica: do papel à cidade ao papel”, em cartaz no Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB). A mostra reúne interfaces artísticas, históricas e poéticas que conectam a arquitetura e as artes gráficas, revelando como o modernismo moldou a paisagem e o imaginário urbano.
Com curadoria de Fernanda Goulart, o projeto destaca o diálogo entre tratados, livros de artista, catálogos, revistas e projetos arquitetônicos, traçando paralelos entre cidade, passantes e leitores de diferentes tempos. A proposta é revisitar as imagens que alimentaram o modernismo entre as décadas de 1920 e 1940, criando novas leituras sobre o patrimônio gráfico e arquitetônico da capital mineira.
Segundo a curadora, o trabalho da memória não se limita a inventariar o passado, mas também a inventar formas de mantê-lo vivo. Assim, o público é convidado a perceber as fachadas Art Déco como páginas abertas de uma narrativa que se estende da história da impressão às ruas de Belo Horizonte.
Fernanda Goulart é artista gráfica e professora associada da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Graduada em Artes Visuais/Gravura, mestre em Comunicação Social, doutora em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG e pós-doutora em Design (PPG-Design/UFPE) e em Artes Visuais (CEART/UDESC). É autora dos livros “Urbano Ornamento: um inventário de grades ornamentais em Belo Horizonte (e outras belezas)” (2014), e “Beagá Decô: patrimônio gráfico da cidade ao papel” (2024).
Como parte das ações da exposição, o MHAB promove a roda de conversa “Memória Gráfica Urbana: do inventário à invenção”. Será no dia 30 de outubro (quinta-feira), das 8h30 às 12h, com entrada gratuita por ordem de chegada.
O encontro reúne o designer Gustavo Piqueira, o jornalista João Perdigão e a mediação da própria Fernanda Goulart. O diálogo abordará metodologias e experimentações gráficas que resgatam e reinventam o patrimônio visual das cidades. Piqueira é conhecido por seu trabalho de pesquisa em documentos históricos e artes gráficas aplicados a publicações contemporâneas. Já Perdigão se dedica à investigação dos arquivos de Belo Horizonte, criando publicações que exploram a memória urbana.
Exposição “Beagá Decô e Gráfica: do papel à cidade ao papel”.
Visitação: Quarta a domingo, de 10h às 18h.
Entrada gratuita.
Roda de conversa “Memória Gráfica Urbana: do inventário à invenção”
Data: 30/10 (quinta-feira)
Horário: 8h30 às 12h.
Local: Museu Histórico Abílio Barreto – Av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, BH.
Entrada gratuita, por ordem de chegada.
Mais informações no Instagram @fernandagoulart.art e @museuabiliobarretobh.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 24/10/25