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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Fã de Game of Thrones, Erasmo Carlos celebra o amor em show

Tremendão faz show do disco ‘Amor é isso’ nesta sexta (10) na Mostra do Cine Theatro Brasil

Por Carol Braga

08/05/2019 às 11:47

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Erasmo Carlos. Foto: Guto Costa/Divulgação

Quando se pensa em Erasmo Carlos, é imediato vir à mente a imagem marcante do Tremendão, da Jovem Guarda, as correntes no pescoço, as fotos com Wanderleia e Roberto. Nada disso, até agora, liga a figura dele a Game of Thrones, né? Pois eis a revelação mais surpreendente desta entrevista.

Erasmo Carlos não é só fã de Guerra dos Tronos, como ele diz, mas também parece ter um gosto bem eclético para séries. “Vejo Walking Dead, Santa Clarita Diet e muitas outras. Eu vou anotando o nome de tudo para não esquecer”, conta em um dos momentos mais descontraídos do papo. Pois é, Erasmo é também um organizado espectador de cinema e séries.

“Eu vejo um filme por dia ou um capítulo de série. Tenho muitos cadernos com tudo escrito sobre eles”, revelou. O objetivo da entrevista, no entanto, não tinha nada a ver com a sétima arte, embora Erasmo Carlos tenha mantido uma presença bastante frequente na telona. É que nesta sexta (11) ele faz show na Mostra Cine Brasil em Belo Horizonte.

Amor é isso

O repertório é todo focado no disco lançado no ano passado que quebra uma sequência de álbuns dedicados ao rock. A bola da vez são baladas que investigam o que é amor. “Descobri que é difícil falar de amor com palavras. É muito mais fácil com gestos. Quando vou a uma cidade e me recebem sempre com carinho eu pensei, ‘porra, Amor é isso”, conta sobre a origem do nome do álbum.

Depois do insight, Erasmo Carlos resolveu trabalhar o conceito no 31º disco da carreira. “Aquele amor infinitamente elástico. Pela natureza, pelo irmão, pelo pai, pelo vizinho, pelo patrão, pelo empregado. Todos esses amores são abraçados”, diz. Para exemplificar toda essa elasticidade, preparou um vídeo que será exibido antes do show.

Dessa maneira, as canções chamam atenção tanto pela temática como também pelo espectro de parceiros. Erasmo conta que o álbum começou quando decidiu musicar alguns dos poemas que fez para a mulher. Ao longo de sete anos de relação, ele criou 115 poemas. “Experimentei musicar e pedi ajuda para Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes”, diz.

Além deles, também aparecem na lista de compositores de Amor é isso, Emicida, Marcelo Camelo e outros.  Erasmo Carlos não esconde o orgulho que sente pelo disco e a alegria que sente neste momento da carreira.

 

Erasmo Carlos faz show em BH

Erasmo Carlos. Foto: Edu Lissovsky / Divulgação.

Cinema e Grammy

Nos últimos anos, ele reencontrou o cinema como ator. Diz que estava com saudades. Com direção de Monique Gardenberg fez ‘Paraíso Perdido’, já disponível na Netflix. Em 2018, experimentou, por exemplo, a sensação de se ver interpretado por outro já que sua biografia foi levada para a tela. Chay Suede o interpretou em ‘Minha fama de mau’.

“É uma sensação muito engraçada. Você vê uma porção de gente vivendo coisas parecidas com o que você viveu”, diverte-se. Curioso que, quando ele fala sobre o passado, imediatamente retoma ao que tem produzido atualmente.

‘Amor é isso’ foi indicado ao Grammy no mesmo ano em que Erasmo Carlos recebeu um prêmio pelo conjunto da obra. Junto dele estavam outros nomes de destaque da América Latina como o cubano Chucho Valdés.

Sendo assim, ao lado do contemporâneo, o brasileiro conta que era o mais feliz de todos na cerimônia. Isso porque além da estatueta pela produção histórica, também concorria a melhor canção com ‘Convite pra nascer de novo’, parceria com Marisa Monte. “Me fez sentir ainda mais vivo”, resume.

Amor para tempos de ódio

“Apenas comprovo que como na minha vida foi cercada de amor”, diz. Apesar de perceber a forte dualidade entre amor e ódio em que estamos vivendo, Erasmo Carlos diz que consegue se isolar de pensamentos e coisas ruins. “Estou satisfeito pelo ser humano que sou e tenho a sensação de dever cumprido com honestidade e muito amor”.

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