Teatro

“enquanto ainda há” retorna à cena de BH

Espetáculo dirigido por Carolina Cândido fica em cartaz de 20 a 23 de maio, na Funarte MG.

Foto: Igor Cerqueira

20/05/2026 a 23/05/2026
Presencial
Pago
Entre R$25 e R$50
Funarte - Rua Januária - Centro, Belo Horizonte - MG, Brasil
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Horários:
  • Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira – 20:00 às 21:15 (Aberto)
  • Sábado – 19:00 às 20:15 (Aberto)

O espetáculo “enquanto ainda há” retorna a Belo Horizonte para quatro apresentações no Galpão 3 da Funarte MG. A montagem fica em cartaz de 20 a 23 de maio, com sessões de quarta a sexta-feira, às 20h, e no sábado, às 19h.

Dirigida por Carolina Cândido, a peça reúne Anselmo Bandeira, Camila Felix e Camila Furtunato. A realização é da dois pontos: Plataforma Artística. Os ingressos antecipados custam R$ 50,00 a inteira e R$ 25,00 a meia entrada, no primeiro lote, com venda exclusiva pelo Sympla. A virada de lote será a partir de 19 de maio, com vendas também na bilheteria da Funarte.

Memória, afeto e consciência

A peça se passa no instante entre o impacto e o silêncio. Nesse intervalo, a mente de um terapeuta que acaba de sofrer um acidente tenta reorganizar fragmentos de sua vida. “É uma ficção dentro da mente de um homem em colapso”, explica o ator Anselmo Bandeira. “O personagem tenta reconstruir o dia do acidente, os amores, as culpas, as conversas interrompidas e tudo o que o define, antes que o cérebro se apague de vez”, complementa.

A narrativa segue uma estrutura não linear, como um quebra-cabeça de lembranças. Três vozes atravessam essa consciência fragmentada: Maia, a esposa, vivida por Camila Furtunato; Samira, a amante, interpretada por Camila Félix; e Gilberto, o paciente, papel de Anselmo Bandeira.

Segundo Carolina Cândido, cada personagem representa uma dimensão do protagonista. “Esses personagens são partes de um todo. Quando essas três vozes se cruzam, o espetáculo atinge o ponto em que razão, emoção e corpo colidem, e já não há retorno”, conta a diretora.

Mais do que retratar um homem em crise, “enquanto ainda há” reflete sobre a fragilidade das relações humanas e o esgotamento afetivo da contemporaneidade. A montagem discute a tentativa de controlar sentimentos e o preço de não se permitir sentir.

Experiência imersiva

O projeto nasceu em 2019, a partir de uma conversa entre Anselmo Bandeira e o iluminador Gabriel Corrêa sobre como homens lidam com emoções em uma sociedade machista. Em 2024, a direção de Carolina Cândido ampliou o debate para outras relações afetivas.

O espetáculo cruza teatro, estética fragmentada, artes visuais e neurociência afetiva. Com isso, cria uma encenação entre realidade e delírio, na qual corpo e tempo se dissolvem. “‘enquanto ainda há’ é uma travessia pela consciência humana diante do fim, um chamado ético e poético ao público: o que você ainda pode fazer enquanto ainda há tempo?”, diz Carolina.

A montagem tem luz de Gabriel Corrêa, design de movimento e assistência de direção de Flor Barbosa, direção de arte de Luiz Dias e trilha sonora de Barulhista.

Serviço

Estreia do espetáculo “enquanto ainda há”
Data: 20 a 23 de maio.
Horário: quarta a sexta, 20h e sábado às 19h
Local: Funarte MG – Galpão 3 (Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte).
Classificação: 16 anos
Duração: 75 minutos.
Ingressos: Entre R$25 e R$50, pela Sympla.

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 18/05/26

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