Há algo de muito bonito em um show de Djavan: observar a emoção das pessoas. São canções que fazem parte da vida de diferentes gerações, guardadas na memória de quem as ouve há décadas. Na noite deste sábado (18), na Arena MRV, em Belo Horizonte, essa emoção tomou conta do público. Cada refrão era cantado em coro, como se cada música despertasse uma lembrança diferente.
A celebração dos 50 anos de carreira começou de forma elegante, com Djavan surgindo no palco acompanhado por sua banda e abrindo a noite com “Sina”. Logo nas primeiras músicas, ficou claro que o repertório seria um passeio por diferentes momentos de sua trajetória. Bastavam os primeiros acordes para que milhares de vozes completassem cada verso. Ainda no início da apresentação, o cantor dedicou o show a Milton Nascimento, internado para tratar uma pneumonia, gesto que foi recebido com muitos aplausos do público.
Ao longo da apresentação, Djavan alternou momentos de energia com passagens mais intimistas. Os arranjos ganharam novos contornos ao vivo, enquanto os telões e o desenho de luz valorizavam a atmosfera criada por cada canção. Em outro momento de emoção, o cantor homenageou Gal Costa. Antes de interpretar “O Vento”, lembrou que a artista foi, em suas palavras, a maior intérprete de suas composições e destacou que ela gravou 13 canções de sua autoria.
Não era preciso olhar para o palco o tempo todo. Bastava observar o público. Havia sorrisos, olhos marejados e milhares de vozes cantando juntas canções que parecem morar dentro das pessoas há muito tempo. Uma noite marcada pela emoção do início ao fim.
Publicado por Priscila Natany
Publicado em 19/07/26
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