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Conheça Duda Beat: artista que sobreviveu à sofrência e ganhou o Brasil

Conhecida como a Rainha da sofrência pop, a cantora fala de decepções amorosas de forma direta e simples

Por Jaiane Souza *

04/06/2020 às 17:41 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: Fernando Tomaz / Divulgação

O desabafo de relações amorosas frustradas e recados de amor próprio dão o tom às canções da artista pernambucana Duda Beat. Após o lançamento do primeiro disco, Sinto muito, em 2018, a cantora começou a ter visibilidade nacional e ganhou até o apelido de “rainha da sofrência pop”. Entretanto, há muita coisa por trás dessa história de sofrência.

Eduarda Bittencourt, nome de nascimento, sempre cantou informalmente, na igreja, formando banda no colégio ou na noite, mas também tentou ingressar no curso de medicina algumas vezes até se encontrar de vez na música depois de um retiro espiritual no qual ficou em silêncio por 10 dias. A experiência foi fundamental na carreira da artista. 

Duda Beat vai fazer a sua primeira live solo justamente no Dia dos Namorados. Os apaixonados e sofredores têm encontro marcado com a cantora no dia 12 de junho, às 23h, no seu canal do YouTube. Agora, conheça mais sobre ela!

Caminho até o primeiro disco

Durante a vida, Duda Beat sempre passou férias no Rio de Janeiro. Assim, ao terminar o ensino médio, se mudou para a capital fluminense para tentar realizar o sonho de cursar medicina. Como forma de bancar o cursinho preparatório e sobreviver, a artista fez faxinas e, nos finais de semana, cantava em bares e boates. Após algumas tentativas frustradas, desistiu da medicina, cursou Ciência Política e seguiu carreira artística. 

Dessa forma, participou do disco Serviço (2013) de Castello Branco, amigo de anos. Eles e outros artistas da cena underground do Rio de Janeiro foram fundamentais para a formação artística e inserção no meio da música de Duda Beat. Só para exemplificar, Cícero, Alice Caymmi, Mahmundi e Letrux estão entre eles. 

Um retiro espiritual, no qual ficou 10 dias em silêncio, deu o click que Duda Beat precisava. Após duas desilusões amorosas com músicos, a cantora seguiu o conselho de uma amiga e foi para o retiro. Lá, refletiu, meditou e o autoconhecimento a fez entender que ela deveria ocupar o lugar dos homens pelos quais se apaixonou e cantar sobre o assunto. Como resultado, apresentou as composições para o amigo Tomás Tróia, que produziu o primeiro disco.

 

Sinto muito

O álbum de estreia possui 11 faixas recheadas de confissões, dor, romantismo e desilusões, a exemplo de Bédi Beat e Back to bad. Por outro lado, há também desapego, como em Bixinho, o maior hit da cantora, responsável pela projeção nacional. Em resumo, um álbum de quem e para quem sofreu de amor, mas agora já não dói mais.

Para além das letras, o que também chama a atenção são os arranjos, que deixam claras as influências de Duda Beat e do produtor Tomás Tróia. Ritmos tradicionais nordestinos (inclusive o nome artístico Beat é uma contração de manguebeat, movimento cultural pernambucano) estão presentes, bem como elementos atuais, passando pela bossa nova, samba, brega, R&B e axé. Tudo isso composto por arranjos sintéticos misturados a instrumentos tradicionais.

O disco foi bem recebido por público e crítica, fazendo Duda Beat participar de festivais diversos pelo Brasil e também selar parcerias com outros artistas, como Ivete Sangalo, Adriana Calcanhoto, Tiago Iorc, Gaby Amarantos e Rashid. Além disso, ganhou o Troféu APCA de Artista Revelação de 2018, promovido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, O Prêmio Multishow de Música Brasileira, também como revelação em 2019 e o WME Awards de Melhor Show no mesmo ano. 

 

Duda Beat

Foto: Fernando Tomaz

Segredo do sucesso

A popularidade de Duda Beat, para além do que já foi dito, tem alguns motivos dele. O primeiro deles é a sofrência. Afinal, quem é que nunca sofreu por amor ou não teve aquela dorzinha de cotovelo? Falar sobre isso acaba aproximando a artista do público, pois as pessoas se identificam com a história. Outro ponto importante é tocar na efemeridade das relações. Em um mundo protagonizado pelas redes sociais e pela internet pode ser difícil se envolver verdadeiramente com o outro. São as dores e as delícias da tecnologia.

Por fim, a forma com que todos esses assuntos são abordados favorece na aproximação de artista e público, já que as letras de Duda são simples e vão direto ao ponto, muitas vezes enfiando o dedo na ferida. 

A revista TPM publicou uma entrevista exclusiva com a artista, que contou tudo que viveu, detalhes dos seus relacionamentos frustrados. Além disso, relata como conseguiu dar a volta por cima e trabalhar com grandes nomes da música.

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