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Claudia Manzo: cantora ‘brachilena’ que é puro borogodó

Por Thiago Fonseca *

17/07/2018 às 18:55 | *Colaborador

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Foto: Beth Freitas / Divulgação

A cantora chilena Claudia Manzo tem um borogodó que nem ela sabe explicar. Diz já ter nascido com ele. Só deixa sair. O talento musical e esse gingado estão com ela desde a infância. Hoje, aos 32 anos, é sucesso na cena musical belo-horizontina. Na capital mineira fundou bloco de carnaval, lançou carreira solo, integra uma orquesta e se prepara para se apresentar ao lado de Geovanne Sassá, na próxima quinta-feira, dia 19.

Por onde passa a cantora chilena é sucesso. Em terras mineiras, desde 2012, Claudia vive da música.  Aos cinco anos já tocava violão e ariscava as primeiras cantorias. “Venho de uma família artística, lá da região metropolitana de Santiago. Dessa forma, na adolescência cantava em corais na escola e em apresentações folclóricas. Aos 16 engatei minha carreira musical”, relembra.

Se apresentava com os primos em eventos e festas. Chegou a fazer parte de uma companhia de teatro, mas por lá não ficou muito tempo. Assim que se formou no ensino médio decidiu que se especializaria em música. Entrou em um curso para se formar professora musical mas não era bem isso que queria. Após escutar que não poderia cantar, decidiu desafiar as expectativas. Resolveu encarar o canto.

Aos 24 anos, depois de quatro anos de canto na Faculdade Arcis, Claudia decidiu passar férias no Brasil. Queria mesmo era ter ido para a Espanha. Mas, por sorte veio parar aqui no Brasil. “Fui para a Lapa, no Rio, e na primeira semana tive contato com uma música diferente. Assim, entendi que precisava ficar um tempo aqui e não poderia ir embora sem conhecer a música brasileira”.

 

 

Carreira no Brasil

Ficou apenas duas semanas no Rio. Conheceu um amigo e foi com ele viver de artesanato. Veio para BH em 2012 e ficou. “Cheguei em BH e gostei da cena cultural. Fiz meus artesanatos e conheci Márcio Ronei. Ele me apresentou umas oportunidades e comecei a dar oficinas de música”, conta.

Desde então Claudia é só sucesso. Inquieta e encantada pela cena musical autoral belo-horizontina, em 2016, criou um bloco carnavalesco composto por mulheres compositoras da cena local, para falar sobre empoderamento e feminismo. Desse casamento surgiu o ‘Bloco Bruta Flor’. Hoje, não está mais ativa, sente que já deu sua contribuição.

Entretanto não parou. Sempre inquieta e movida pela música, de uma conversa com outras pessoas inquietas foi para o bloco de Cumbia, ‘Como Te Lhama?’, que surgiu em 2017. Do bloco nasceu a ‘Orquesta Atipica de Llamas’ focada no mesmo estilo musical. Os integrantes são de diversas bandas, grupos de teatro e blocos de carnaval.

 

Claudia Manzo e Geovanne Sassá se preparam para se apresentarem no projeto Dois na Quinta, nesta quinta-feira, dia 19  – Foto: Élcio Paraíso / Divulgação

Carreira solo

Claudia Manzo coordena o Festival Sonara no Chile e tem uma carreira solo. O primeiro trabalho autoral ‘América por una mirada femenina’, lançado em agosto de 2017, traz diversos ritmos brasileiros misturados com latinos. “Gosto de trabalhar com música latina e criar. Esse disco é um processo de questão musical do Brasil e tudo que trouxe de estudos e formação do Chile. Um álbum que me representa como mulher”, explica.

Convidada pelo BDMG se apresentará ao lado Geovanne Sassá, integrante do grupo Pé de Sonho e Tambolelê, no projeto Dois na quinta. O encontro está marcado para quinta-feira, dia 19 de julho, no Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. “Cada um interpretará suas músicas e vamos cantar três juntos. Será um  show animado. Adorei o convite. Isso mostra representatividade da música mineira”, pontua. Da parceria, os músicos estudam montagem de um show.

“Estamos em um momento legal e diverso. Acho a música mineira com uma qualidade impressionante. Entretanto, fazer disco e trabalhar com autoral não é fácil. Sobreviver de arte é difícil, ralo muito, mas é gratificante”, finaliza. Planos de voltar ao Chile Claudia ainda não tem, mas gosta de visitar o país sempre que pode. Dessa forma, se considera brachilena.

 

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