Música
Canjerê no Reinado celebra samba, fé e ancestralidade
Edição fecha 2025 com Adrielle Assis, Mametu Muiandê e programação gratuita no Centro Cultural Venda Nova.
Adrielle Assis | Foto: Gabriel Loyola Tavares
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Edição fecha 2025 com Adrielle Assis, Mametu Muiandê e programação gratuita no Centro Cultural Venda Nova.
Adrielle Assis | Foto: Gabriel Loyola Tavares
O Projeto Canjerê, do Instituto Casarão das Artes Negras, encerra 2025 com uma edição especial dedicada ao samba, às bençãos e às rezas. O encontro “Canjerê no Reinado – Samba, benção e reza” será no dia 6 de dezembro, das 14h às 17h, no Centro Cultural Venda Nova, com entrada gratuita. A proposta reforça a integração entre fé, arte e ancestralidade.
A data dialoga com o Dia Nacional do Samba, celebrado em 2 de dezembro. Além disso, reforça o elo entre as tradições afro-brasileiras e a energia de resistência e comunhão que guia o projeto. Criado para valorizar a cultura popular e tradicional, o Canjerê conclui um ciclo de atividades que aproximou o público das expressões negras da cidade.
A curadora Rosália Diogo destaca as convidadas desta edição. “Mametu Muiandê é a nossa mais velha, com quase 80 anos é zeladora do Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango, parceiros do Casarão das Artes Negras. Ela está sempre nos abençoando. Adrielle Assis é uma jovem guardiã e divulgadora, dos saberes tradicionais e do sagrado de matriz africana, por meio do seu canto e da sua performance”, ressalta.
A tarde começa com a roda de conversa com Mametu Muiandê (Efigênia Maria da Conceição), matriarca do Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango. Sacerdotisa e educadora, ela é referência na preservação de tradições de matriz africana. Sua atuação inclui a transmissão de saberes, práticas medicinais e formação de jovens por meio do projeto Kizomba.
Depois, o público acompanha o espetáculo “Canto e Reza”, da cantora e multiartista Adrielle Assis. A apresentação celebra o samba como linguagem ancestral. A artista une corpo, voz e fé em um repertório que revisita tradições afro-brasileiras. O show inclui composições próprias e obras de Maria Bethânia, Mariene de Castro, Renata Rosa, Alessandra Leão, Matheus Aleluia e A Barca.
Ao longo de 2025, o Canjerê no Reinado realizou quatro edições especiais. Encontros reuniram mulheres negras mestras da cultura, entre reinadeiras, benzedeiras, parteiras, cozinheiras, raizeiras e mães de santo. As atividades criaram um espaço de escuta e troca, reforçando o protagonismo feminino no patrimônio imaterial da cidade.
“Chegamos ao final do projeto com a deliciosa sensação de ter efetivamente colaborado com a valorização e promoção da memória, da cultura popular e do patrimônio imaterial da cidade. Algumas das principais matriarcas lideranças e guardiãs da tradição negra participaram das celebrações conosco”, afirma Rosália Diogo.
Fundado em 2013, o Instituto Cultural Casarão das Artes Negras atua na valorização da cultura africana e afro-brasileira. A instituição se destaca por ações voltadas à arte, música, literatura, culinária e moda. Além do Projeto Canjerê, o instituto publica a Revista Canjerê, hoje semestral.
Canjerê no Reinado – Samba, benção e reza.
Data: 6 de dezembro (sábado), das 14h às 17h.
Local: Centro Cultural Venda Nova – R. José Ferreira dos Santos, 184 – Jardim dos Comerciários, Belo Horizonte.
Atrações: Show “Canto e Reza”, com Adrielle Assis; roda de conversa com Mametu Muiandê.
Entrada: gratuita.
Mais informações no Instagram @casaraodasartesnegras.
Publicado por Naiara Rodrigues
Publicado em 28/11/25