Música
Bloco Circuladô leva “Fé na Festa” à Afonso Pena em 2026
Bloco cênico-musical desfila no domingo de pré-Carnaval com três baterias, intervenções artísticas e mais de 700 pessoas envolvidas
Bloco Circuladô | Foto: Cissa Otoni
Música
Bloco cênico-musical desfila no domingo de pré-Carnaval com três baterias, intervenções artísticas e mais de 700 pessoas envolvidas
Bloco Circuladô | Foto: Cissa Otoni
O Bloco Circuladô volta a ocupar a Avenida Afonso Pena no domingo de pré-Carnaval, dia 8 de fevereiro de 2026, com o tema “Fé na Festa”. Primeiro bloco cênico-musical de Belo Horizonte, o Circuladô propõe um cortejo que ultrapassa a dimensão sonora e transforma a avenida em palco, ao integrar percussão, dança, teatro e artes visuais. Ao todo, mais de 700 pessoas participam da realização, entre ritmistas e equipe, com três baterias que se alternam ao longo do trajeto.
Inspirado na reflexão do historiador e escritor Luiz Antonio Simas — “não se faz festa porque a vida é boa, a gente faz porque não é” —, o tema de 2026 compreende o Carnaval como gesto de resistência. Nesse sentido, a festa se apresenta como resposta à dureza da vida cotidiana. Mais do que símbolo de felicidade ou alienação, o Circuladô entende o encontro coletivo como ato político e aposta na energia brincante como força de mobilização.
A concentração será às 12h, com saída prevista para 13h e dispersão às 18h. Cerca de 500 pessoas ocupam diretamente a avenida durante o desfile, entre batuqueiros, músicos, atores e performers, formando uma engrenagem cênica em constante movimento. O cortejo contará ainda com participações especiais, que serão divulgadas em breve.
Fundador do bloco, o Grupo Parangolé Arte Mobilização realiza três intervenções artísticas ao longo do percurso. As ações conectam arte e debate público e abordam temas contemporâneos, como a defesa da soberania nacional, a taxação dos super-ricos e a preservação da Amazônia.
O Circuladô é fruto da escola Percussão Circular e apresenta três alas de bateria que se revezam durante o desfile. As alas Primavera e Tempestade são formadas por alunos e alunas da escola. Já a ala Furacão reúne professores, monitores, integrantes da Orkestra Percussão Circular, ex-alunos e percussionistas convidados, em uma formação reduzida e experimental. Um dos destaques de 2026 é a presença de uma bateria sem regência, aprofundando a pesquisa sonora e cênica do bloco.
As baterias se caracterizam pela integração entre música e movimento. O repertório percorre diferentes ritmos da música brasileira, com tocar e dançar ocorrendo de forma indissociável. Assim, o cortejo se aproxima de um espetáculo ao ar livre, com coreografias, trocas de formação e arranjos inéditos pensados para a rua.
“O Circuladô tem o diferencial de ser uma bateria que ensaia o ano inteiro, fruto de uma escola. Em 2026 temos o objetivo de atingir mil alunos. Este ano a escola está ainda mais fortalecida, firmou parceria com alguns blocos. Abre-te Sésamo e É o Amor, por exemplo, terão as baterias formadas, total ou parcialmente, por alunos indicados pela escola. A iniciativa fortalece os vínculos entre os blocos e consolida a Percussão com o papel de formação, articulação e circulação de percussionistas no Carnaval da cidade”, comenta Di Souza, fundador e regente do bloco.
As inscrições para as turmas regulares da Percussão Circular 2026 estarão disponíveis no próprio dia do desfile, com prazo até 25 de fevereiro, por meio de um novo sistema online e automatizado. As turmas se destinam para pessoas a partir de 18 anos e funcionam em formato rotativo.
Bloco Circuladô – Carnaval 2026.
Data: 8 de fevereiro de 2026 (domingo de pré-Carnaval).
Concentração: 12h.
Início do cortejo: 13h.
Dispersão: 18h.
Local: Avenida Afonso Pena (esquina com Getúlio Vargas) – Belo Horizonte (MG).
Mais informações: @percussaocircular.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 15/01/26