Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Batidão Tropical: novo disco de Pabllo Vittar resgata ritmos do Norte e Nordeste

Seis regravações e três inéditas compõe o álbum da artista que tem gêneros como tecnobrega e forró como referência
batidão tropical
Foto: Ernna Cost

Uma das maiores artistas do país, em número e expressão. Pabllo Vittar é um fenômeno absoluto! Nas últimas semanas, cresceu mais de 400% no streaming Deezer com o lançamento do quarto disco de estúdio, Batidão Tropical. Além disso, entrou para o Top 10 estreias globais do Spotify, alcançando o sexto lugar. O novo álbum volta às origens nordestinas e do Norte da cantora, no qual ela se reconecta com ritmos como o tecnobrega, o brega e o forró romântico.

Ao todo, são nove faixas: três inéditas e seis regravações das bandas Batidão, Companhia do Calypso e Ravelly. Todos os grupos são referência na formação musical da cantora e fazem parte da infância e adolescência. 

Nova Roupagem

No disco como um todo, Vittar faz uma costura entre passado, presente e futuro, dando uma nova roupagem para músicas que foram hits há quase duas décadas. Em outras palavras, traz um forró que já explorava sintetizadores e instrumentos elétricos e une ao pop que faz atualmente na carreira. Dessa forma, a artista cria uma nova roupagem, uma espécie de ritmo futurista que está e ainda vai dar muito o que falar. 

Tais recursos são utilizados nas regravações das faixas Ânsia, Bang Bang e Zap Zum, da Companhia do Calypso; Ultra som, da Ravelly; Não é papel de homem, de Kassikó; e Apaixonada, da banda Batidão. Confesso que quando ouvi pela primeira vez achei que todas as músicas fossem autorais, porque ficaram exatamente com a cara da Pabllo. É o tipo de música que ela faria e todos dançariam felizes e plenos no carnaval. Mas, com uma escuta mais atenta, a memória voltou para os anos 2000, trazendo, inclusive, boas lembranças das danças e figurinos extravagantes que os artistas usavam nas apresentações ao vivo.

Mesmo assim, é interessante notar que, ao mesmo tempo em que traz as releituras bem parecidas com as originais, Batidão Tropical tem características novas. A abertura de Zap Zum, por exemplo, parece abertura de desenho da TV Globinho por alguns segundos, só depois toma a forma da música propriamente dita. 

Músicas autorais

Ama Sofre Chora, Triste com T e A Lua são as três únicas músicas inéditas de Batidão Tropical, sendo que a primeira saiu como single bem antes do disco. Entretanto, todas estão à altura das demais, ocorrendo o mesmo: união de um pop dançante com características do forró e do tecnobrega. Ah! E as letras continuam sendo um show à parte, sofrência, amor, safadeza e sensualidade. 

O fato do disco conter poucas autorais e a maioria de regravações causou algumas críticas. Mas nada que tire o brilho, muito pelo contrário. Ou seja, a drag queen mais popular do mundo, de acordo com a Forbes, coloca o Brasil em forma de música e enaltecendo a cultura do Norte e Nordeste. Batidão Tropical está disponível em todas as plataformas de streaming e no YouTube. Ouça no Spotify.

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Capa do disco Batidão Tropical. Foto: Ernna Cost

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