Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Autobiografias escritas por mulheres para adicionar à lista de leituras

Hora de atualizar a lista de leituras e expandir os horizontes com histórias incríveis, inspiradoras e de luta. Confira cinco dicas de autobiografias.
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Foto: Lívia Stumpf

É bom demais saber sobre a atuação profissional e a vida de pessoas que admiramos, né? Quando essas histórias são contadas por elas próprias, melhor ainda! Fica mais próximo, mais pessoal e verossímil. Por isso, destacamos cinco autobiografias escritas por mulheres que resolveram contar as histórias de suas vidas com as próprias palavras. Já atualiza a sua lista de leituras porque são jornadas inspiradoras, de lutas e conquistas. Confira!

Uma autobiografia, de Rita Lee

Um dos maiores e mais influentes nomes do rock nacional, Rita Lee lançou sua autobiografia em 2016. A narrativa começa na infância, passando pelo início da vida artística e pela prisão em 1976. Além disso, relata os altos, baixos e desventuras vividas ao longo dos seus 73 anos de idade. Guilherme Samora, jornalista e estudioso da obra de Rita Lee, descreve o livro como corajoso. No entanto, a narrativa é leve, mesmo ao contar episódios traumáticos, como, por exemplo, um abuso sexual sofrido aos seis anos e a saída dos Mutantes. 

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Memórias de uma moça bem comportada, de Simone de Beauvoir

Publicado em 1958, o livro é a primeira parte da autobiografia de um dos maiores nomes do pensamento feminista do século passado. O livro narra os primeiros 20 anos de Beauvoir, ou seja, desde a infância até se tornar professora de filosofia, no ano de 1929. Dessa forma, é possível conhecer mais da família religiosa e da classe média na qual foi criada, das amizades, do início da vida profissional e da relação com o que foi também o seu mentor, Jean-Paul Sartre. 

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Girlboss, de Sophia Amoruso

Uma narrativa principalmente sobre como a confiança nos instintos e na intuição podem ser a chave do sucesso! Por meio de vários assuntos, o livro conta a história da jovem que aos 22 anos se viu formada e com um emprego mediano só por causa do seguro saúde. Dessa forma, começou a vender roupas de brechó online e construiu durante oito anos uma loja virtual milionária, a Nasty Gal. Em resumo, fala conquistas que podem inspirar diversas pessoas que buscam o próprio caminho e até mesmo o autoconhecimento.  

Ademais, a história de Sophia também foi para o streaming com a série de mesmo nome. A produção criada por Kay Cannon, teve apenas uma temporada e está disponível na Netflix

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Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, de Maya Angelou

A arte liberta! Dá fôlego para lidar com questões pessoais e do mundo. Neste primeiro de cinco volumes autobiográficos da autora, ela conta a vida de uma menina negra que teve a vida marcada por racismo, abuso e libertação. Uma garota negra criada pela avó no sul dos Estados Unidos e que encontrou na literatura uma forma de aliviar o fardo da vida. Sendo assim, escreve para libertar e eternizar a própria voz e dialogar com jovens que, assim como ela, tiveram uma vida cercada de preconceitos. Além disso, a obra foi lançada em 1969, uma época que as autobiografias femininas eram um modo de reafirmar a importância das mulheres na sociedade. Por fim, trata também das dificuldades de ser negro e da situação das mulheres na América. 

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Uma autobiografia, de Angela Davis

Publicado pela primeira vez no Brasil pela Editora Boitempo, o livro foi lançado originalmente em 1974 e é um retrato das lutas sociais nos EUA durante os anos 1960 e 1970. Tudo isso pelo olhar e atuação de Angela Davis, nome fundamental na luta pelos direitos das mulheres e contra o racismo nos Estados Unidos. Ela narra a trajetória desde a infância até quando teve a carreira como professora universitária interrompida ao ser presa. Ela fazia parte dos Panteras Negras e entrou na lista dos dez fugitivos mais procurados pelo FBI. 

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Angela Davis. Foto: Djeneba Aduayom / Time

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