O Espaço do Conhecimento UFMG promove uma programação especial nos dias 18, 20 e 21 de março, em Belo Horizonte. A agenda reúne atividades gratuitas que destacam saberes tradicionais e ampliam reflexões sobre arte, cultura e meio ambiente. Entre os destaques estão a roda de conversa “Sonhar a Terra”, a oficina “A biodiversidade por um fio” e a ação “Caminho dos Orixás: Resistência e Ancestralidade”.
Além disso, as atividades dialogam com exposições em cartaz no museu e propõem experiências que conectam público, ciência e cultura. A participação é aberta ao público, com retirada de ingressos no local.
Arte, saberes tradicionais e exposição
No dia 18 de março, às 18h, a roda de conversa “Sonhar a Terra” reúne as professoras Renata Marquez e Déborah Lima. O encontro conta com a presença de mulheres artistas cujas obras integram a instalação no museu. A proposta é apresentar diferentes perspectivas sobre expressões artísticas e diversidade de saberes.
Os trabalhos fazem parte do 3º andar do Espaço, reinaugurado em dezembro de 2025. As obras incluem produções de mulheres indígenas dos povos Pataxó, Pataxoop e Maxakali, além de peças de comunidades quilombolas, como bordados, tamboretes e redes de descanso.
Em seguida, o público participa de uma visita mediada. O ambiente se inspira no pensamento de Nego Bispo e Ailton Krenak, abordando relações com a terra, modos de cultivo e visões de futuro. A atividade também dialoga com a exposição “demasiado humano”, que investiga questões como “De onde viemos?”, “Quem somos?” e “Para onde vamos?”.
Bordado e ciência em diálogo
Já no dia 20 de março, às 14h, o museu recebe a oficina “A biodiversidade por um fio”. A atividade é realizada em parceria com a bióloga e comunicadora Gislaine Silva, do projeto Ciências pelo Fio.
Durante a oficina, os participantes criam marcadores de páginas a partir de reflexões sobre biodiversidade. As produções podem trazer desenhos, palavras ou frases bordadas. Ao final, cada participante leva seu trabalho para casa.
A proposta une arte e ciência para discutir a conservação ambiental. Como destaca Gislaine, “o bordado é um saber-fazer tradicional que passa de geração em geração e é uma referência em várias culturas, em especial a mineira. Não é à toa que em Minas, especialmente em Ouro Preto, ele é considerado patrimônio imaterial pelo Iphan”.
A atividade tem duração de cerca de três horas e oferece 20 vagas, preenchidas por ordem de chegada.
Religiões de matriz africana em foco
No dia 21 de março, às 18h, a ação “Caminho dos Orixás: Resistência e Ancestralidade” convida o público a refletir sobre religiões de matriz africana. A atividade parte da instalação “Cosmologias”, da exposição “demasiado humano”.
A partir da cosmologia Yorubá, os participantes discutem a origem dos Orixás e seus desdobramentos no Brasil. Em seguida, educadores conduzem a roda de conversa “Isso é macumba?”, voltada à troca de saberes e à valorização das tradições afro-religiosas.
A atividade é aberta a partir de 5 anos e tem duração aproximada de uma hora.
Serviço
Programação da semana no Espaço do Conhecimento UFMG
Data: 18, 20 e 21 de março
Local: Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700 – Funcionários – Belo Horizonte / MG).
Mais informações no site do Espaço do Conhecimento UFMG.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 18/03/26
Compartilhar nos Stories