Música

Arnaldo Cohen interpreta Mozart com a Filarmônica

Concertos nos dias 9 e 10 de julho, na Sala Minas Gerais, têm regência de Fabio Mechetti e obras de Nepomuceno, Mozart e Tchaikovsky.

Arnaldo Cohen | Foto: Yupeng-Gu

09/07/2026 a 10/07/2026
20:30
Presencial
Pago
A partir de R$25
Sala Minas Gerais - Rua Tenente Brito Melo - Barro Preto, Belo Horizonte - MG, Brasil
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O pianista Arnaldo Cohen retorna a Belo Horizonte nos dias 9 e 10 de julho, às 20h30, para se apresentar com a Filarmônica de Minas Gerais, na Sala Minas Gerais. Sob regência de Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular da orquestra, o programa reúne obras de Nepomuceno, Mozart e Tchaikovsky.

O destaque da noite será o Concerto para piano nº 21 em Dó Maior, K. 467, de Wolfgang Amadeus Mozart. Cohen, um dos nomes mais reconhecidos do piano brasileiro, será o solista da obra, composta em 1785 e hoje considerada uma das mais populares do repertório do compositor austríaco, especialmente pelo segundo movimento.

Além de Mozart, a Filarmônica apresenta o Scherzo para orquestra, de Alberto Nepomuceno, e a Sinfonia nº 5 em mi menor, op. 64, de Piotr Ilich Tchaikovsky. Os ingressos estão à venda no site Filarmônica de Minas Gerais e na bilheteria da Sala Minas Gerais, com valores a partir de R$ 50 a inteira e R$ 25 a meia-entrada.

Programa reúne três compositores

A abertura do concerto será com o Scherzo para orquestra, de Alberto Nepomuceno. A obra foi estreada em 1894, em Berlim, quando o compositor brasileiro estudava na Alemanha e teve a oportunidade de reger a Filarmônica de Berlim em prova pública do Conservatório de Música Stern.

Segundo o texto do repertório, a peça reflete o diálogo de Nepomuceno com a tradição clássico-romântica alemã. Ao mesmo tempo, deixa entrever traços de uma linguagem em transformação. A obra é descrita como ligeira e vivaz, com seções de atmosfera contrastante.

Na sequência, Arnaldo Cohen interpreta o Concerto para piano nº 21 em Dó Maior, K. 467, de Mozart. O concerto foi composto em 1785, pouco depois do Concerto em ré menor K. 466. Embora hoje seja uma das obras mais conhecidas do compositor, foi considerado “surpreendentemente difícil” pelo pai de Mozart, tanto pela execução quanto pela linguagem.

O programa termina com a Sinfonia nº 5 em mi menor, op. 64, de Tchaikovsky. Composta entre maio e agosto de 1888, a obra foi estreada em novembro do mesmo ano, em São Petersburgo, sob regência do próprio compositor.

Arnaldo Cohen volta a Belo Horizonte

Arnaldo Cohen iniciou uma carreira internacional após conquistar o primeiro prêmio no Concurso Internacional de Piano Ferruccio Busoni, em 1972. Desde então, realizou mais de 4 mil apresentações como solista.

O pianista já tocou com orquestras como as filarmônicas de Londres e de Los Angeles, além das orquestras de Cleveland e da Filadélfia. Também colaborou com regentes como Yehudi Menuhin, Kurt Masur e Wolfgang Sawallisch.

Cohen se apresentou em salas históricas, entre elas o La Scala de Milão, o Concertgebouw de Amsterdã, o Théâtre des Champs-Elysées e o Royal Albert Hall, em Londres. Também integrou o Trio Amadeus e lecionou na Royal Academy of Music e no Royal Northern College of Music.

Em 2004, assumiu uma cátedra vitalícia na Universidade de Indiana. Em 2019, recebeu o título de Distinguished Professor. Também integrou o júri de concursos como Chopin, Van Cliburn e Busoni, além de ter sido condecorado com a Ordem do Rio Branco.

Serviço

Filarmônica de Minas Gerais – Série Allegro e Série Vivace
Data: 9 de julho, quarta-feira, e 10 de julho, sexta-feira.
Horário: 20h30
Local: Sala Minas Gerais
Ingressos: A partir de R$25, pelo site Filarmônica de Minas Gerais e bilheteria da Sala Minas Gerais

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 06/07/26

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