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Amaro Freitas vence prêmio inédito no jazz mundial

Pianista pernambucano é o primeiro brasileiro a conquistar o Prêmio Paul Acket, entregue no North Sea Jazz Festival

Amaro Freitas | Foto: Micael Hocherman

O pianista pernambucano Amaro Freitas foi anunciado como vencedor do Prêmio Paul Acket 2026. A distinção é uma das mais relevantes do jazz internacional. Com isso, o artista se torna o primeiro brasileiro a conquistar o reconhecimento.

A premiação destaca músicos cuja obra apresenta excelência e originalidade. Além disso, busca ampliar a visibilidade de trajetórias que renovam o jazz contemporâneo em escala global.

Criado em homenagem ao produtor Paul Acket, o prêmio integra a programação do NN North Sea Jazz Festival, em Roterdã. Em 2026, Amaro também sobe ao palco com seu trio no dia 11 de julho, no palco Madeira.

Trajetória marcada por identidade sonora

Natural do Recife, Amaro Freitas construiu uma linguagem própria. Sua música reúne elementos da tradição afro-brasileira, da espiritualidade indígena e das culturas populares.

Ao mesmo tempo, o pianista propõe uma leitura “descolonizada” do jazz brasileiro. O resultado é uma sonoridade autoral, que conecta referências locais ao jazz contemporâneo.

Com isso, ele se consolida como um dos nomes mais inventivos de sua geração. Sua obra convida o público a novas experiências sonoras, com forte carga rítmica e expressiva.

Seu álbum mais recente, Y’Y (2024), reforça esse caminho. O trabalho homenageia a Amazônia e propõe uma escuta atenta da natureza. O disco alterna momentos de intensidade e contemplação, além de contar com participações de Brandee Younger, Jeff Parker e Shabaka Hutchings.

Reconhecimento internacional e impacto

A escolha de Amaro Freitas foi feita por um júri internacional. Entre os integrantes estão Ashley Kahn, Maaike Teunissen, Maurin Auxéméry, Shane Burmania e Tina Lešni?ar.

Após a indicação de 22 artistas, a decisão final contou com votos de profissionais do jazz de diferentes países. Entre os vencedores recentes estão Sun-Mi Hong, Kit Downes e Eve Risser.

Maaike Teunissen destacou a força da apresentação ao vivo do pianista. “Sua abordagem única ao piano oferece ao jazz uma direção empolgante, fresca e inovadora”, afirma Teunissen.

O próprio Amaro também comentou a conquista. “Receber o Prêmio Paul Acket é uma honra imensa e uma emoção difícil de descrever. Venho de uma trajetória construída com muito trabalho, fé e conexão com minhas raízes, e ver essa caminhada reconhecida internacionalmente me fortalece ainda mais. Esse prêmio não é só meu, é de todos que acreditam na força da música brasileira e na potência das nossas histórias”, afirma Amaro Freitas.

Ao longo dos anos, o Prêmio Paul Acket reconheceu artistas que depois ganharam protagonismo global. Nomes como Cécile McLorin Salvant, Tigran Hamasyan e Ambrose Akinmusire estão entre os premiados.

Dessa forma, a conquista reforça a presença da música instrumental brasileira no cenário internacional. Além disso, projeta ainda mais a obra de Amaro Freitas, que segue em turnê mundial com o álbum Y’Y em 2026.

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 15/04/26

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