Acervo do Palácio das Artes ganha mostra com 150 obras
Exposição gratuita ocupa quatro galerias e revisita a história das artes visuais na Fundação Clóvis Salgado
Série Amadoras, de Leíner Hoki | Foto: Bianca Leiva Rosa e San Marino Batista
Exposição gratuita ocupa quatro galerias e revisita a história das artes visuais na Fundação Clóvis Salgado
Série Amadoras, de Leíner Hoki | Foto: Bianca Leiva Rosa e San Marino Batista
O Palácio das Artes celebra 55 anos em 2026 com uma exposição dedicada ao acervo de artes visuais da Fundação Clóvis Salgado. A mostra Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução reúne mais de 150 trabalhos e ocupa quatro galerias do complexo cultural.
A abertura para o público será em 9 de junho, terça-feira, às 19h. Já o período expositivo segue de 10 de junho a 6 de setembro. A entrada é gratuita.
Com curadoria de Uiara Azevedo e design artístico e visual de Flávio Vignoli, a exposição ocupa a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e as Galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão. O recorte reúne pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, instalação, videoarte, performance e outras linguagens.
O título da mostra vem do poema “Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade. A proposta curatorial não busca oferecer respostas fechadas. Em vez disso, apresenta cada obra como uma “rima”, em diálogo com outros trabalhos, com o espaço expositivo e com o público.
Entre os artistas presentes estão nomes da primeira geração da Escola Guignard, como Maria Helena Andrés, Sara Ávila e Yara Tupynambá. O conjunto também inclui obras de Amilcar de Castro, Genesco Murta e Pedro Moraleida, artistas ligados à história das galerias do Palácio das Artes.
O eixo curatorial “Ontem, hoje e sempre” orienta a exposição. A proposta parte do entendimento do Palácio das Artes como instituição de fomento, formação e democratização do acesso às artes visuais.
As artes visuais fazem parte da história do espaço desde antes da inauguração oficial, em março de 1971. Em abril de 1970, a exposição “Do corpo à Terra”, organizada por Frederico Morais e Mari’Stella Tristão, abriu as portas da instituição ao público.
Uiara Azevedo, que foi Gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado entre 2015 e 2025, destaca essa origem. “as artes visuais dão início ao Palácio das Artes, que foi o primeiro lugar em Belo Horizonte a dar espaço aos novos artistas, tanto na época quanto posteriormente”.
O acervo começou com predominância de pinturas e desenhos de artistas mineiros ou atuantes em Minas Gerais. A partir dos anos 1990, passou a adquirir perfil mais contemporâneo, com artistas de diferentes regiões do país e variedade de suportes.
Na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, o público encontra um panorama do acervo. O espaço reúne trabalhos de Décio Noviello, Jorge dos Anjos, Marco Paulo Rolla, Sara Ávila, Fayga Ostrower, Laura Belém, Frans Krajcberg, Nydia Negromonte e Amilcar de Castro.
Já a Galeria Mari’Stella Tristão destaca a paisagem mineira como elaboração poética e simbólica. O conjunto inclui obras de Carlos Bracher, Frederico Bracher Filho, Marina Nazareth, Genesco Murta e Lorenzato.
Nas Galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta, a exposição evidencia o papel do Palácio como espaço de formação e fomento. O recorte aborda iniciativas como o Prêmio Décio Noviello e o Programa ArteMinas, com obras de Julia Panadés, Carolina Botura, Marta Neves, Desali, Élcio Miazaki, Froiid e outros artistas.
Exposição “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução”.
Abertura: 9 de junho (terça-feira), às 19h.
Período expositivo: 10 de junho a 6 de setembro
Horários: Terça-feira a sábado, de 9h30 às 21h; domingo de 17h às 21h
Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão – Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Classificação indicativa: Livre
Entrada gratuita
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 08/06/26