Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Conheça Ablusadas: primeira banda brasileira de blues exclusiva de mulheres

Grupo belo-horizontino, formado em 2018, é composto por oito integrantes e tem até cerveja inspirada em canções

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Você já viu uma banda de Blues só com mulheres? Provavelmente não. “Somos a primeira do Brasil”, conta Roberta Magalhães, vocalista e idealizadora da Ablusadas. O grupo autoral surgiu em Belo Horizonte, em 2018, e hoje tem oito integrantes.  “Representatividade de mulheres nas bandas de blues e jazz. Eu era a única nas que já cantei. Dessa maneira, queria levar mais para o palco”.

Foi assim que tudo começou. Roberta conhecia uma baterista. Logo em seguida deu de cara com outra musicista. Quando viu, já eram quatro integrantes. O nome, as Ablusadas, em resumo, é uma referência à abusadas e ao blues. “Queria cada vez mais trazer novas pessoas. Fazia convites”, relembra. As amigas pesquisaram muito e não encontraram nada parecido no Brasil. A referência veio da Argentina: Las Blacanblus. Banda com mais de 20 anos de atuação.

Oito meses após a formação lá estavam elas juntas em uma turnê na terra do Maradona. “Conhecemos muitas bandas só com mulheres”. Logo depois teve turnê pelo Equador. Lançamento de single, nova formação do grupo e até cerveja inspirada nas canções. Daí foi sucesso. Roberta revela ainda, que tem disco novo em breve. Além do lançamento de mais uma bebida.

Diversidade e identidade

O diferencial da banda ainda está na pluralidade de integrantes. Mulheres que representam todas as camadas. “Tem gorda, magra, modelo, branca, negra e toda a diversidade. Todas com seu mundo particular e unidas pela música. É possível unir só mulheres e, dessa forma, sair muita coisa legal”, afirma Roberta.

Atualmente, em sua segunda versão, a banda conta, além de Roberta, com Débora Coimbra (contrabaixo), Bruna Vilela (guitarra), Thais Mussolini (piano), Bê Moura (bateria), Claudia Sampaio (sax tenor), Juliette Nurimba (sax alto) e, por fim, Mariane Guimarães (trombone).

“O que fazemos é mostrar a diversidade feminina no palco, com canções autorais e em português. Nas letras contamos nossas próprias histórias. Como, por exemplo, na canção TPM. É minha vida. Além disso, valorizamos as mulheres do Blues. A ideia difundir o gênero musical”, conta.

Nos shows o grupo gosta de experiências únicas. Sendo assim, traz para o palco performance e dança. Longe das apresentações, as Ablusadas preparam para lançar no início de outubro single e clipe. Batom Vermelho é o nome da empreitada. “Em síntese, fala sobre o machismo e o que que significa o batom. A gente sofre muito preconceito e discriminação”.

Foto: Iana Domingos / Divulgação

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