Tecnologias africanas, astronomia, dancehall e rap brasileiro estão entre os temas da programação gratuita que o Espaço do Conhecimento UFMG preparou para o Novembro Negro UFMG. As atividades começam nesta sexta-feira (6/11) e incluem minicurso, encontros com artistas, oficina e sessões de Planetário.
Em sua nona edição, o Novembro Negro UFMG tem como tema Intelectualidades negras e políticas antirracistas. A iniciativa mobiliza a comunidade universitária desde 2018 e, neste ano, reúne atividades entre 3 e 27 de novembro.
No museu, a programação integra o Espaço Experimental IAIA – Inteligências Ancestrais Afrodiaspóricas, projeto dedicado à experimentação artística e à circulação de conhecimentos de matriz africana.
Tecnologias africanas e caminhos de liberdade
Nos dias 6 e 7 de novembro, às 14h, o professor Henrique Cunha Junior, da Universidade Federal do Ceará (UFC), conduz o minicurso Contribuições tecnológicas africanas. Dividida em dois encontros, a atividade discute tecnologias e modos de fazer africanos que contribuíram para a formação do mundo contemporâneo e do território brasileiro.
Já no sábado (7/11), às 18h, o artista e escritor Rafael RG participa da sessão comentada Caminhos da Liberdade. Após a exibição de Ao Cair da Noite, eu Me Guiarei pelo Brilho dos Seus Olhos, ele apresenta aspectos de sua pesquisa sobre fugas de pessoas negras escravizadas e o papel da astronomia e das águas na busca pela liberdade.
A sessão utiliza anúncios de fuga publicados em jornais do século XIX para reconstruir o céu observado nas noites em que essas pessoas buscaram escapar da escravização. O Planetário também exibe a obra nos dias 14, 21 e 28 de novembro, às 19h. A versão ampliada incorpora pesquisas realizadas no Pará e no Amapá.
Dancehall e rap ampliam a programação
No dia 14 de novembro, às 17h, a multiartista e DJ Rudgirl participa de Conversas de Terreiro. O encontro combina bate-papo e discotecagem para explorar o dancehall, a música e os conhecimentos culturais da Jamaica.
A programação segue no dia 21, às 15h, com a oficina Rap nas raízes: influências afro-brasileiras. A atividade aborda as contribuições das culturas de matriz africana para o hip-hop brasileiro, tanto nas composições quanto na sonoridade.
Além disso, a oficina destaca a trajetória do rap em Minas Gerais, desde a chegada do movimento até sua construção cultural no estado.
Todas as atividades são gratuitas. Entretanto, algumas exigem retirada antecipada de ingressos e possuem vagas limitadas.
Serviço
Novembro Negro UFMG – Espaço do Conhecimento
Data: 6 a 21 de novembro, com sessões adicionais de Planetário em 28/11
Local: Espaço do Conhecimento UFMG.
Programação:
Minicurso Contribuições tecnológicas africanas
6 e 7/11, às 14h
Duração: 3h
Público: jovens, adultos e idosos
Entrada livre e gratuita, sujeita à lotação.
Sessão comentada de Planetário – Caminhos da Liberdade
7/11, às 18h
Duração: 1h30
Vagas: 61 participantes
Público: a partir de 12 anos
Ingressos gratuitos, com retirada uma hora antes da sessão, na recepção do museu.
Sessão de Planetário – Ao Cair da Noite, eu Me Guiarei pelo Brilho dos Seus Olhos
14, 21 e 28/11, às 19h
Local: Planetário, 5º andar
Vagas: 61 participantes por sessão
Público: crianças, jovens, adultos e idosos
Ingressos gratuitos, com retirada uma hora antes da atividade, na recepção do museu.
Conversas de Terreiro, com Rudgirl
14/11, às 17h
Duração: 1h
Público: crianças, jovens, adultos e idosos
Entrada livre e gratuita, sujeita à lotação.
Oficina Rap nas raízes: influências afro-brasileiras
21/11, às 15h
Vagas: 15 participantes
Público: a partir de 10 anos
Ingressos gratuitos, com retirada duas horas antes da atividade, na recepção do museu.
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