Este conteúdo também está no portal UAI ↗
Arte PopularFormaçãoOportunidades na CulturaTeatro

Projeto A Rua como Palco resgata o teatro de rua em BH

Iniciativa oferece oficinas gratuitas em cinco centros culturais e prepara revista digital sobre grupos que marcaram as décadas de 1980 e 1990.

Foto: Guto Muniz

A memória do teatro de rua de Belo Horizonte é o ponto de partida do projeto A Rua como Palco: Memória do Teatro de Rua em BH. A iniciativa reúne oficinas gratuitas de formação artística e uma pesquisa sobre grupos que ocuparam ruas e praças da capital nas décadas de 1980 e 1990. Além disso, o trabalho resultará em uma revista digital gratuita, com lançamento previsto para 2027.

Realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o projeto começou em novembro de 2026. Ao todo, oferece cinco oficinas em centros culturais das regionais Barreiro, Norte e Venda Nova, com até 80 vagas.

As atividades incluem jogos teatrais, práticas corporais e vocais, improvisação, escuta e criação coletiva. Cada turma terá 15 horas de formação, distribuídas em cinco encontros. As aulas exploram espaços internos e externos, como ruas, praças e pátios. Ao final, os participantes apresentam uma prática cênica aberta à comunidade.

A formação fica a cargo do ator e arte-educador Gil Ramos, com participação do ator e gestor cultural Rogério Gomes.

“A rua é um espaço vivo, onde o artista precisa estar atento às pessoas, aos sons e ao movimento da cidade. Nas oficinas, queremos compartilhar essa experiência de criação e de encontro direto com o público”, afirma Gil Ramos.

As inscrições estão abertas pelo formulário disponível na bio do Instagram @aruacomopalco.

Revista digital recupera histórias de quatro grupos

Além das oficinas, o projeto investiga a trajetória do Grupo Galpão, Grupo Revil a Volta, Grupo Teatro Kabana e Companhia Del Pala. O recorte contempla experiências das décadas de 1980 e 1990, período marcado pela ocupação de espaços públicos e pela criação coletiva.

Sob curadoria do historiador Bruno Viveiros, a revista reunirá entrevistas, fotografias, documentos e textos de contextualização histórica. Entre os depoimentos previstos estão os de Chico Pelúcio, Nélida Prado, Wesley Simões, Carluty Ferreira e Gil Ramos.

“A Rua como Palco parte do entendimento de que a memória teatral precisa ser preservada, compartilhada e permanentemente revisitada”, afirma Sinara Teles, idealizadora do projeto ao lado de Gil Ramos.

A pesquisa também pretende identificar ruas, praças e bairros associados à trajetória desses artistas. Segundo Rogério Gomes, coordenador geral, “A proposta é apresentar um recorte, um dos prismas possíveis para compreender um movimento artístico amplo, diverso e constituído por muitas trajetórias”.

A publicação terá distribuição gratuita em PDF e versão em áudio com audiodescrição. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2027, no Centro Cultural Venda Nova, com participação da equipe do projeto. A expectativa inicial é alcançar pelo menos 400 leitores.

Serviço

A Rua como Palco: Memória do Teatro de Rua em BH
Oficinas gratuitas de iniciação ao teatro de rua
Inscrições: formulário disponível no Instagram @aruacomopalco
Vagas: até 16 participantes por turma

Programação:

Centro Cultural Urucuia
De 3 a 7 de novembro
Prática aberta ao público: 7/11, às 15h30

Centro Cultural Zilah Spósito
3, 5, 10, 12 e 14 de novembro
Prática aberta ao público: 14/11, às 10h

Centro Cultural Bairro das Indústrias
De 24 a 28 de novembro
Prática aberta ao público: 28/11, às 10h30

Centro Cultural Jardim Guanabara
1º, 3, 4, 5 e 10 de dezembro
Prática aberta ao público: 10/12, às 15h30

Centro Cultural Venda Nova
De 8 a 12 de dezembro
Prática aberta: 12/12, às 20h30

Revista digital: lançamento previsto para o segundo semestre de 2027, no Centro Cultural Venda Nova.

Informações: @aruacomopalco

Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Participe do nosso canal no Whatsapp e receba as novidades em primeira mão!

QUERO PARTICIPAR
Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 05/11/26

Compartilhar nos Stories

Apoiadores: Lei Rouanet, Instituto AngloGold Ashanti, UNIBH, AngloGold Ashanti, Ministério da Cultura