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Teatro

Água Viva estreia em BH e aborda os silêncios da maternidade

Com direção de Cynthia Falabella e Cláudia Assunção, espetáculo ocupa o Sesc Palladium de 6 a 8 de novembro e explora experiências de perda, sobrecarga e renúncia.

Água Viva | Foto: Tati Motta

06/11/2026 a 08/11/2026
Presencial
Pago
Entre R$15 e R$30
Sesc Palladium - Rua Rio de Janeiro - Centro, Belo Horizonte - MG, Brasil
LINK PARA COMPRA DE INGRESSOS Ao clicar no botão você verá um anúncio
Horários:
  • Sexta-feira – 20:00 às 21:00 (Aberto)
  • Sábado, Domingo – 19:00 às 20:00 (Aberto)

O que existe por trás da imagem idealizada da maternidade? Entre perdas, desejos, culpa e renúncias, o espetáculo Água Viva leva ao palco experiências que muitas mulheres ainda encontram dificuldade para compartilhar. Com direção de Cynthia Falabella e Cláudia Assunção, a montagem estreia nos dias 6, 7 e 8 de novembro, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium, em Belo Horizonte.

A peça acompanha duas mulheres que vivem experiências distintas. Uma delas passou por um aborto. A outra, após se tornar mãe, enfrenta a sobrecarga e o apagamento da própria identidade. A partir dessas trajetórias, a dramaturgia também investiga outras formas de gestação, como sonhos, expectativas e projetos que exigem escolhas e renúncias.

A discussão encontra eco em pesquisas sobre a saúde mental materna. Um levantamento das plataformas B2Mamy e Kiddle Pass, realizado em 2024 com cerca de 2 mil mães brasileiras, apontou que 86% relatam algum grau de esgotamento mental. Desse total, 9% apresentam burnout grave, 44% sinais moderados e 33% sinais leves de exaustão.

Além disso, dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que a depressão pós-parto atinge cerca de 25% das mulheres brasileiras entre seis e 18 meses após o nascimento do bebê.

Nesse contexto, Água Viva dialoga com o movimento de desromantização da maternidade, que amplia o espaço para relatos sobre cansaço, solidão e sentimentos contraditórios. Em cena, as experiências pessoais das intérpretes se misturam a histórias de outras mulheres ouvidas durante a criação.

A água ocupa um lugar central na encenação. Símbolo de vida, fluxo e recomeço, também remete à água-viva, criatura que combina delicadeza e capacidade de queimar. Essa dualidade orienta a narrativa sobre permanências, rupturas e transformações.

Experiências pessoais deram origem à montagem

O projeto nasceu do encontro das atrizes Isabella Lealy e Raquel Carneiro com Cynthia Falabella, durante oficinas de atuação em Belo Horizonte. A pergunta que impulsionou a criação foi: o que te atravessa nesse momento?

As respostas revelaram experiências diferentes, mas conectadas pela maternidade. De um lado, a perda de um filho. De outro, a sensação de perder a própria identidade diante das exigências de cuidar.

Ao longo do processo, as atrizes transformaram essas vivências em ficção por meio de improvisações, exercícios corporais e práticas de escuta. Assim, relatos, imagens e sensações passaram a compor uma dramaturgia fragmentada, que investiga o corpo como território de memória.

A equipe, majoritariamente feminina, reúne Sara Pinheiro na dramaturgia, Yara Tanure e Paula Hart na trilha sonora, Camila Félix na direção de movimento e Anna Amantino na assistência de direção.

Além de dirigir a montagem, Cynthia Falabella atua como atriz, educadora e preparadora de elenco. Já Cláudia Assunção acumula 48 anos de trajetória entre dança, teatro, cinema e televisão. As intérpretes também respondem pela concepção e produção do espetáculo.

Serviço

Temporada: de 6 a 8 de novembro de 2026.
Horários: sexta, às 20h | sábado e domingo, às 19h.
Local: Teatro de Bolso — Sesc Palladium
Ingressos: de R$ 15,00 a R$ 30,00, à venda na Sympla

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 31/10/26

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