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Dança

Afro Belô estreia espetáculo de dança negra na Funarte MG

Após dois anos de pesquisa, grupo apresenta “Cumbuca Cheia Ou Para Onde Vão Todos os Dengos”, nos dias 13 e 14 de outubro, em BH.

Foto: Ahzul

13/10/2026 a 14/10/2026
20:00
Presencial
Pago
Entre R$10 e R$20
Funarte - Rua Januária - Centro, Belo Horizonte - MG, Brasil
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Dois anos de pesquisa sobre danças negras e culturas afro-diaspóricas deram origem ao primeiro espetáculo do Afro Belô – Grupo de Dança Negra Contemporânea. A montagem “Cumbuca Cheia Ou Para Onde Vão Todos os Dengos” estreia nos dias 13 e 14 de outubro, às 20h, na Funarte MG, em Belo Horizonte.

Com direção artística de Rodrigo Antero, o espetáculo reúne em cena Clara Lins, Emanuela Santos, Flor Menezes e Freddy Áfric. A criação mistura referências tradicionais, como capoeira Angola, samba e Congado, com linguagens contemporâneas, entre elas funk e Lindy Hop.

O trabalho parte das ideias de alimento, afeto e cuidado para abordar as relações humanas e as experiências negras. Para Rodrigo Antero, o espetáculo é “uma celebração à vida e, especialmente, às vidas negras. A partir da ideia de alimento e cuidado, o trabalho propõe uma reflexão sobre como cada pessoa nutre a si mesma e também contribui para o fortalecimento de outras pessoas”.

O diretor também relaciona a proposta ao conceito de ori, termo em iorubá associado à cabeça e à dimensão espiritual do indivíduo. “Ori é o nosso primeiro orixá, aquilo que nos conecta mesmo, os caminhos, as nossas escolhas de vida”, explica.

A expressão “cumbuca cheia” foi criada por Flor Menezes, integrante do grupo. Ela representa uma ideia de fartura construída por meio dos encontros, da pluralidade negra e trans e das relações afetivas.

Para Flor, o cuidado também integra o processo artístico. “cuidar das relações dentro do grupo também é uma forma de criar. Para o coletivo, podemos ser melhores a partir do dengo, entendendo que a desnutrição afetiva também reproduz escassez em todas as áreas da vida”.

Dois anos de pesquisa e criação coletiva

Fundado em 2024, o Afro Belô nasceu do encontro de cinco artistas negros e LGBTQIAPN+ que buscavam um espaço próprio de criação. A iniciativa partiu de Freddy Áfric e reuniu profissionais com experiências na dança, no teatro e em outras linguagens.

Desde então, o coletivo ampliou suas atividades. Em 2026, idealizou e produziu duas edições do Festival de Danças Negras Gira Belô, em Belo Horizonte e Sabará. A programação reuniu vivências de dança afro, funk-passinho de BH, Congado, capoeira Angola, samba de roda, soul e hip hop.

Outra experiência importante foi a viagem de Flor Menezes e Emanuela Santos a Salvador. Durante três semanas, as artistas participaram de vivências ligadas às culturas negras e, posteriormente, compartilharam os aprendizados com o grupo.

Para Emanuela, a estreia representa a realização de um projeto coletivo. “Esse é o primeiro espetáculo e está sendo a materialização de um sonho, do desejo de cinco pessoas, de um grupo jovem com muita vontade de fazer muita coisa e a gente se encontra e leva tudo isso para o palco. Não dá para explicar com palavras o que é o espetáculo. O espetáculo é para sentir, para ver, vivenciar”, afirma.

A montagem tem 75 minutos, classificação livre e interpretação em Libras nas duas sessões. O grupo alerta que o espetáculo contém ruídos metálicos que podem incomodar pessoas com sensibilidade auditiva.

Serviço

Cumbuca Cheia Ou Para Onde Vão Todos os Dengos
Data: 13 e 14 de outubro de 2026
Horário: 20h
Local: Funarte MG
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) pela Sympla
Mais informações no Instagram @_afrobelo

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 12/10/26

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