O curta-metragem “Barulho”, dirigido pela cineasta mineira Karen Suzane, segue em circulação por festivais no Brasil e no exterior. Desde a primeira exibição, em março deste ano, o filme já passou por 17 eventos audiovisuais. Nesta sexta (25) e sábado (26), integra o 8º Festicine Pedra Azul, realizado no Hotel Vista Azul, em Pedra Azul, no Espírito Santo.
Entre as seleções estão o 37º Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo, o 3º FINCI – Festival Internacional De Nuevo Cine Independiente, na Argentina, e o 16º Fórum de Cinema de Moçambique.
“Gosto muito da trajetória que ‘Barulho’ vem construindo. O desafio de passar em um festival é imenso. Conquistar essas janelas prioritárias no Brasil e no exterior é uma tarefa árdua para qualquer cineasta, seja em curta ou longa-metragem. O volume de produções enviadas é altíssimo, enquanto o número de vagas é reduzido. Por isso, cada seleção é motivo de festa: pedir uma pizza, tomar um suco e comemorar com os amigos. Ver nosso trabalho encontrar o público é o que dá sentido a tudo, e ‘Barulho’ tem feito isso com muita maestria ”, afirma Karen Suzane.
Com roteiro de JulyFrans, Leonardo Lumas e Caio Pudenzi, o filme aborda luto, amizade e o poder transformador da música. JulyFrans e Leonardo Lumas também são coprodutores da obra.
Na trama, Humberto, interpretado por Carlos Francisco, é um viúvo solitário e preso à dor da perda. Sua rotina silenciosa muda com a chegada de dois vizinhos sambistas. Entre o silêncio e o samba, o personagem precisa encarar o luto.
Elenco negro e participação de Elisa Lucinda
Com elenco inteiramente negro, “Barulho” tem participação especial de Elisa Lucinda. Também estão no filme Dan Ferreira, Vitor Britto, Anne Belize, Joyce, Mihh Moraes, Veto Martins e Alicia dos Anjos. A atriz trans interpreta Lúcia, uma mulher cis e filha de Humberto.
“Foi a primeira vez que eu trabalhei com tantos atores e atrizes famosos, que eram muito conhecidos dentro da cena audiovisual. Foi bem interessante poder ter esse núcleo de atores juntos, e isso faz com que o filme também reverbere em outro lugar”, comenta Karen Suzane.
Nascida em Belo Horizonte, Karen dirigiu o longa “Quatro Meninas”, vencedor de três prêmios no Festival Brasília. O filme também foi selecionado para o Festival do Rio e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e estreou na Berlinale, em 2026. A cineasta ainda codirigiu a série “Negro Muro”, para o GNT, além de trabalhos publicitários e da websérie “DNA Gastronômico”.
Na direção de curtas, Karen contabiliza outras sete obras: “Abra-se”, “Ciclo”, “Um Vestido Para Ver a Mamãe”, “O Capitalismo Matou Meus Pais”, “Coragem”, “A Mulher Que Eu Era” e “Vestido de Luto”.
Circulação por festivais
“Barulho” estreou em março, em uma sessão especial do Cine 72, em Minas Gerais, onde voltou a ser exibido em junho. Desde então, passou por festivais em Goiás, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Santa Catarina e Rondônia.
A circulação também chegou ao exterior. Além do FINCI, na Argentina, o curta integrou o Fórum de Cinema de Moçambique. Agora, a produção participa do 8º Festicine Pedra Azul, no Espírito Santo.