Quem pode se dar ao luxo de ser sustentável? A pergunta conduz a próxima edição do Furando Bolhas, projeto do Culturadoria e da ApareSidra na CASACOR Minas. O encontro será nesta quarta-feira, 9 de setembro, às 17h, no Bar Bolhas/Rivino, e propõe ampliar uma discussão que está cada vez mais presente no cotidiano: afinal, sustentabilidade é uma escolha individual, um privilégio ou uma responsabilidade coletiva?
A provocação parte de uma contradição. Ao mesmo tempo em que o discurso sobre sustentabilidade atribui a cada pessoa a responsabilidade de incorporar novas práticas à rotina, nem todos têm as mesmas condições de escolher o que consomem, onde moram, como se deslocam ou quais produtos compram. Em outros casos, consumir de maneira considerada sustentável pode significar pagar mais. A conversa pretende colocar essas tensões em debate e pensar até onde vai a responsabilidade individual e onde começam as responsabilidades das empresas, das cidades e da própria sociedade.
Convidadas
Para discutir o tema, Carol Braga recebe duas convidadas que chegam de campos diferentes. Flávia Virgínia é professora e pesquisadora e atua na interface entre arte, moda e filosofia. Artista e fundadora do Museu Imaginário, também desenvolve trabalhos ligados à criação de produtos nas áreas da moda e do design. Sua trajetória permite aproximar a discussão sobre sustentabilidade de questões como produção, consumo, materialidade, desejo e os significados que atribuímos aos objetos.
A segunda convidada é Luana Caldeira, especialista em comunicação, marketing e construção de autoridade, com mais de duas décadas de experiência na criação de estratégias e marcas. Fundadora da 2 Pontos Estratégia, atua como mentora e estrategista em Marketing de Autoridade. Luana também criou a ArtWish, galeria dedicada à aproximação entre público e arte e à valorização de artistas e de suas narrativas. Sua atuação transita entre estratégia, criatividade, comunicação, posicionamento e arte.
A escolha de convidadas que não têm a sustentabilidade como campo específico de atuação faz parte da proposta do Furando Bolhas. A ideia é justamente retirar determinados assuntos de seus círculos habituais e colocá-los em contato com outros repertórios, experiências e formas de enxergar o mundo. Neste encontro, arte, moda, design, comunicação e consumo ajudam a lançar novas perguntas sobre um tema normalmente associado aos debates ambientais.
O projeto
Criado pelo Culturadoria e pela ApareSidra, o Furando Bolhas é uma série de conversas realizada durante a CASACOR Minas. Os encontros reúnem convidados de diferentes áreas para discutir questões contemporâneas a partir do cruzamento de perspectivas, sem a pretensão de encontrar respostas definitivas.
Nesta quarta-feira, a proposta é justamente transformar uma palavra repetida à exaustão em uma pergunta concreta: quando falamos em viver de maneira mais sustentável, quem realmente pode escolher?