Música
Filarmônica recebe violinista Guido Sant’Anna em BH
Concertos reúnem obras de Hekel Tavares, Mendelssohn e Britten na Sala Minas Gerais
Guido Sant'anna | Foto: Clara Evans
Música
Concertos reúnem obras de Hekel Tavares, Mendelssohn e Britten na Sala Minas Gerais
Guido Sant'anna | Foto: Clara Evans
O violinista Guido Sant’Anna retorna a Belo Horizonte para duas apresentações com a Filarmônica de Minas Gerais. Os concertos serão realizados nos dias 6 e 7 de agosto, às 20h30, na Sala Minas Gerais.
Sob regência do maestro associado José Soares, o músico interpreta o Concerto para violino em formas brasileiras nº 4, op. 107, de Hekel Tavares. O programa também reúne duas obras de Felix Mendelssohn e os Quatro interlúdios marítimos, da ópera Peter Grimes, de Benjamin Britten.
Os ingressos custam entre R$ 50 e R$ 185. As entradas estão disponíveis no site da Filarmônica de Minas Gerais e na bilheteria da Sala Minas Gerais.
Nascido em São Paulo, em 2005, Guido Sant’Anna iniciou os estudos de violino aos cinco anos. Dois anos depois, fez sua estreia como solista. Em 2018, tornou-se o primeiro violinista brasileiro convidado para o Concurso Internacional Yehudi Menuhin, em Genebra. Na ocasião, recebeu os prêmios do público e de música de câmara.
Além disso, em 2022, foi o primeiro violinista sul-americano a vencer o Concurso Internacional de Violino Fritz Kreisler, em Viena. O músico já se apresentou com a Sinfônica da Rádio de Frankfurt e a Filarmônica de Câmara Alemã de Bremen.
Em 2025, lançou pela Naxos sua primeira gravação em estúdio, com a Osesp, sob regência de Thierry Fischer. Atualmente, estuda na Academia Kronberg, na Alemanha, na classe de Mihaela Martin. Sant’Anna toca um violino de 1874, fabricado por Jean-Baptiste Vuillaume.
O concerto começa com A Gruta de Fingal, op. 26, de Mendelssohn. A composição foi inspirada pela visita do músico à gruta de Fingal, localizada na ilha de Staffa, na Escócia.
Na sequência, Guido Sant’Anna interpreta a obra de Hekel Tavares. O concerto dialoga com três gêneros musicais brasileiros: modinha, louvação e ponteio. Dessa forma, a composição aproxima a tradição de concerto de referências populares presentes na trajetória do compositor.
O programa inclui ainda Mar calmo e próspera viagem, op. 27, também de Mendelssohn. Inspirada em poemas de Goethe, a obra apresenta duas seções contrastantes. A primeira traduz a ausência de ventos no mar. Já a segunda acompanha o retorno do movimento e a aproximação da embarcação à terra.
Por fim, a Filarmônica interpreta Peter Grimes: Quatro interlúdios marítimos, op. 33a, de Benjamin Britten. A execução integra as celebrações pelos 50 anos da morte do compositor inglês.
José Soares é Regente Associado da Filarmônica desde 2022. Vencedor do 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, ele também recebeu o prêmio do público. Em 2024, integrou a lista Forbes Under 30.
Filarmônica de Minas Gerais
Série Presto
6 de agosto – 20h30
Sala Minas Gerais
Série Veloce
7 de agosto – 20h30
Sala Minas Gerais
José Soares, regente
Guido Sant’Anna, violino
Repertório:
MENDELSSOHN — A Gruta de Fingal, op. 26
TAVARES — Concerto para violino em formas brasileiras nº 4, op. 107
MENDELSSOHN — Mar calmo e próspera viagem, op. 27
BRITTEN — Peter Grimes: Quatro interlúdios marítimos, op. 33a
Ingressos:
R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central) e R$ 185 (Balcão Principal).
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou Filarmônica de Minas Gerais
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 03/08/26