Mostra celebra legado de Beatriz Coelho na UFMG
Exposição reúne 45 aquarelas sobre religiosidade, danças e festejos populares no Centro Cultural UFMG
Guarda de Moçambique | Foto: Beatriz Coelho
Exposição reúne 45 aquarelas sobre religiosidade, danças e festejos populares no Centro Cultural UFMG
Guarda de Moçambique | Foto: Beatriz Coelho
A trajetória de Beatriz Coelho ganha nova homenagem no Centro Cultural UFMG com a exposição individual Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular. A mostra apresenta 45 pinturas em aquarela e ocupa a Grande Galeria do espaço até 24 de julho de 2026. A entrada é gratuita e a classificação é livre. Com curadoria de Cristiano Gurgel Bickel, a exposição integra a programação do 58º Festival de Inverno UFMG.
Primeira professora emérita da Escola de Belas Artes da UFMG, Beatriz Coelho construiu uma trajetória ligada à arte, à docência e à preservação da memória cultural brasileira. Além disso, foi fundadora do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor) e diretora da Escola de Belas Artes na década de 1970.
As obras da exposição estão divididas em três séries temáticas. Em Ritos e Devoções, a artista representa práticas religiosas e manifestações de fé. A série acompanha festejos tradicionais de Minas Gerais, como Autos de Natal, procissões e homenagens a São João e a Nossa Senhora do Rosário. Também contempla o sincretismo baiano nas saudações a Iemanjá e ao Senhor do Bonfim.
Já a série Danças e Músicas retrata manifestações típicas regionais do Brasil. As obras destacam movimentos corporais, trajes, adereços, cantos e instrumentos. Entre as referências estão a Capoeira, o Catopê, o Forró e a Guarda de Moçambique, em Minas Gerais; o Bumba meu Boi, no Maranhão; a Ciranda, o Maracatu, o Frevo, os Bonecos Gigantes e as Pastorinhas, em Pernambuco; e os Guerreiros Alagoanos, em Alagoas.
Na série Celebrações e Festejos, Beatriz Coelho evidencia festividades populares ligadas às identidades regionais brasileiras. Em Minas Gerais, aparecem manifestações como Congado, Festa do Divino, Folia de Reis e Marujada. Assim, a mostra reúne ritmos, cores e referências que atravessam a memória artística e cultural do país.
Graduada em Artes Plásticas pela Escola Guignard, em 1969, Beatriz Coelho teve papel pioneiro na Escola de Belas Artes da UFMG. Idealizou e coordenou o curso de especialização em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis entre 1978 e 1988. Também dirigiu o Cecor por 15 anos, de 1980 a 1995.
Especialista em conservação de imaginária religiosa e esculturas policromadas, coordenou o restauro de obras importantes do patrimônio mineiro. Entre elas estão o forro da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, e a tela A Santa Ceia, no Santuário do Caraça, ambos de Mestre Ataíde. Também atuou na caixa de madeira do órgão da Sé, em Mariana, e na Via Sacra de Candido Portinari, na Igrejinha da Pampulha.
Exposição individual Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular
Visitação: até o dia 24 de julho
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Local: Centro Cultural UFMG.
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita.
Mais informações: @centroculturalufmg
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 18/06/26