O Palácio da Liberdade recebe, no dia 18 de junho, quinta-feira, às 18h, a segunda edição da mostra de curtas-metragens “Contra-Histórias”. A sessão integra a programação da 17ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas e terá entrada gratuita, com distribuição de ingressos uma hora antes do evento.
Com curadoria do artista visual e cineasta Chris Moreira, a mostra propõe um encontro entre audiovisual, patrimônio e debate público. A programação reúne cinco filmes mineiros contemporâneos que discutem temas como memória, território e afirmação de identidades.
Além das exibições, a noite terá bate-papos com diretoras e diretores responsáveis pelas obras. Assim, o evento transforma a sala de cinema do edifício histórico em espaço de reflexão e troca entre público, artistas e instituições.
A ação também contribui para a continuidade da sala de cinema do Palácio da Liberdade. Desse modo, fortalece a difusão audiovisual e a mediação do patrimônio em um dos espaços que integram o Circuito Liberdade.
Curadoria reúne cinco filmes mineiros
A mostra será no contexto do lançamento de “A Canção Perdida de Sabará” (2026), curta-metragem de animação dirigido por Chris Moreira. A obra combina animação digital 3D, rotoscopia quadro a quadro desenhada à mão, pinturas a óleo e aquarelas.
No filme, um pássaro atravessa a cidade de Sabará como quem percorre diferentes camadas do tempo. Entre pesquisa histórica e fabulação, a narrativa reflete sobre patrimônio, colonização do território brasileiro, memórias familiares e paisagens do cerrado.
A programação também apresenta “Dicoada, Parte I” (2026), dirigido por Júlia Maria. O filme parte do tradicional processo de fabricação do sabão de “dicoada”, mistura de cinzas de madeira com água, na Serra do Cipó. A obra revela saberes transmitidos entre gerações e ligados à permanência de modos de vida e relações ecológicas com o território.
Já “Curar Tempo, Saravá Luzia Pinta” (2025), de Massuelen Cristina, revisita a trajetória de Luzia Pinta, patrona da abolição em Minas Gerais. Mulher negra perseguida pela Inquisição Portuguesa no século XVIII, ela surge no filme a partir de reflexões sobre espiritualidade, resistência e apagamentos históricos.
A curadoria inclui ainda “Candeia” (2025), de Tatto Paschoal. A animação, contada sob a forma de cordel, acompanha um garoto do interior de Minas Gerais e seu plano para ensinar uma lição à elite da região.
Fechando a programação, “O lado de fora fica aqui dentro” (2024), de Larissa Barbosa, apresenta um drama ambientado em uma cidade periférica e industrial. Na história, duas irmãs descobrem memórias silenciadas sobre trabalhadores negros responsáveis pela construção da capital mineira.
Serviço
Mostra de curtas-metragens “Contra-História”
Data: 18 de junho (quinta-feira)
Horário: 18h
Local: Praça da Liberdade, s/nº – Savassi, Belo Horizonte
Classificação indicativa: Variável, a depender de cada filme
Entrada gratuita; espaço sujeito à lotação (30 lugares), com distribuição de ingressos uma hora antes do evento.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 15/06/26
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