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Palácio das Artes faz 55 anos com óperas e canal digital

Instituição anuncia programação de 2026 com canal no YouTube, quatro óperas, livros sobre sua trajetória, novo espetáculo da Cia de Dança e homenagens aos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek

Foto: Paulo Lacerda

O Palácio das Artes completa 55 anos neste sábado, 14 de março, e prepara uma programação especial ao longo de 2026. A agenda reúne ações presenciais e digitais. Além disso, destaca a memória da instituição, amplia o acesso do público e aposta em novas produções artísticas.

Entre os principais anúncios está o lançamento do Canal Palácio das Artes, no YouTube. A plataforma vai reunir conteúdos exclusivos produzidos pela instituição nos últimos três anos. Assim, o público poderá acompanhar no ambiente digital concertos, exposições, mostras de cinema e outros projetos realizados pela casa e por seus corpos artísticos.

Segundo o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis, a proposta é ampliar o alcance das atividades. “O Palácio das Artes completa 55 anos olhando para o futuro e ampliando seu diálogo com o público. A criação do nosso canal digital é um passo importante para democratizar ainda mais o acesso à arte e compartilhar com o mundo a produção cultural que acontece aqui”, afirma.

Na área da ópera, a programação de 2026 terá quatro montagens. O maior destaque é “Chica da Silva”, definida como uma superprodução. O espetáculo será apresentado em 12 de setembro, aniversário de Juscelino Kubitschek e data oficial da entrega da Medalha JK, em Diamantina. Depois disso, segue para temporada no Grande Teatro Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

A montagem propõe uma nova leitura da vida de Chica da Silva. A proposta é abordar a personagem para além das representações marcadas por estereótipos. “A ópera ‘Chica da Silva’ é uma das grandes produções deste ano e propõe revisitar a história dessa personagem fundamental da nossa memória, apresentando sua trajetória para além dos estereótipos. É um espetáculo grandioso pela dimensão artística e pelo diálogo que estabelece com temas, ainda, muito atuais”, destaca Sérgio Rodrigo Reis.

Homenagens, livros e nova criação em dança

As comemorações também incluem uma programação dedicada aos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek. A agenda será em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Estão previstos seminários, palestras, mostras de cinema, espetáculos e outras atividades culturais. “Juscelino Kubitschek foi um grande visionário e um incentivador das artes. Celebrar seu legado é também revisitar as raízes do próprio Palácio das Artes e reconhecer o papel da cultura na construção da identidade de Minas Gerais”, afirma o presidente da Fundação Clóvis Salgado.

Outro eixo importante será a publicação de livros inéditos sobre a história do Palácio das Artes. Pela primeira vez, a trajetória da instituição será registrada de forma estruturada. Os volumes vão abordar temas como as 100 óperas realizadas pela casa, os 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, os 55 anos da Cia de Dança Palácio das Artes e o acervo de artes plásticas da instituição. O projeto gráfico ficará a cargo da Hardy Design, responsável também pela nova identidade visual do Palácio.

Já no campo da dança, a Cia de Dança Palácio das Artes prepara “O Grande Teatro do Mundo”, em parceria com Gabriel Villela. O espetáculo, inspirado no auto sacramental do século XVII escrito por Calderón de la Barca, será de 22 a 25 de outubro. Antes disso, o diretor estará em Belo Horizonte nos dias 17 e 18 de março para conhecer os bailarinos e orientar o novo trabalho.

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 12/03/26

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