Música
Mulher que Canta Mulher celebra 25 anos de carreira de Maria Tereza
Espetáculo reúne canções de 22 compositoras e apresenta repertório que percorre diferentes gerações da música feminina
Maria Tereza | Foto: Dila Puccini
Música
Espetáculo reúne canções de 22 compositoras e apresenta repertório que percorre diferentes gerações da música feminina
Maria Tereza | Foto: Dila Puccini
A cantora, atriz e compositora mineira Maria Tereza celebra 25 anos de carreira com o espetáculo inédito “Mulher que Canta Mulher”. A apresentação será no dia 20 de março, às 20h, no Teatro Marília, em Belo Horizonte. O show reúne canções compostas e eternizadas por mulheres e percorre diferentes gêneros e tempos da música brasileira.
O repertório reúne obras de 22 compositoras. Entre elas estão Clementina de Jesus, Marisa Monte, Ivete Sangalo, Iza, Juliana Strassacapa, Dona Odete, Roberta Miranda, Rita Lee e Luedji Luna. A proposta do espetáculo é destacar a força da palavra feminina na música.
Maria Tereza também assina a direção cênica e musical do trabalho. Segundo a artista, o projeto nasceu de um processo de revisitar sua própria trajetória. “Completar 25 anos de carreira me atravessou e me convidou a revisitar minha história profissional e pessoal, a reafirmar minha identidade e escolher, com maturidade e consciência, como eu gostaria de celebrar esse tempo. E é cantando, cantando a força da palavra feminina”, diz.
O espetáculo reúne músicas clássicas e contemporâneas. A seleção apresenta diferentes vozes femininas que contribuíram para moldar a história da música brasileira.
A artista explica que o recorte é apenas uma pequena amostra da produção feminina. “Eu tentei unir diversos universos da palavra feminina, foram escolhas difíceis, porque existem muitas mulheres boas por aí, escrevendo. Apresento trabalhos de cantoras que têm a coerência dramatúrgica com o que proponho: olhar com mais atenção para o tempo, o contexto, os silêncios e as permanências nas obras dessas artistas.”
Entre as canções presentes no repertório está “Pagu”, de Rita Lee. A música possui uma relação afetiva com a trajetória da cantora. “Quando a escutei pela primeira vez, eu fiquei muito mexida, chocada com a possibilidade de poder cantar uma música como essa, linda, forte, de ser uma mulher como a Pagu. Eu estava na faculdade, cursando história, já tocava violão e cantava, em pequenos shows que fazia no corredor. Essa foi uma música que eu cantei e toquei muito, muito mesmo. Virou um hino para mim, durante um tempo”, lembra.
Já a música “Triste, louca ou má”, de Juliana Strassacapa, também marca presença no espetáculo. “Quando escutei e li a letra dessa música, minha Deusa! Foi um soco no estômago. Que letra, que melodia, que música! A voz da Juliana é uma libertação! Hoje, ainda sim, tento me desconstruir desse padrão, dessa ‘bem conhecida receita’. A nossa voz tem apontado com muita urgência para a mudança de pensamento. E é preciso que essa voz seja grave, média, aguda – de todos os gêneros. É urgente, é para ontem!”
Com atuação consolidada na cena artística mineira, Maria Tereza construiu uma carreira que transita entre teatro e música. A artista é atriz, palhaça, cantora, compositora, musicista e diretora musical.
Ao longo da trajetória, desenvolveu pesquisas em comicidade e música. A formação inclui estudos em teatro experimental e teatro musical. Esse percurso aparece também na construção do espetáculo, que combina interpretação intensa, presença cênica e momentos de humor.
Entre seus trabalhos estão projetos voltados à infância e espetáculos musicais. Destacam-se “MPBaixinhos para Todas as Idades” (2016) e “Sem Medo de Ser Elis” (2018), que dialoga com a obra de Elis Regina e com o contexto histórico da artista.
Maria Tereza também é fundadora, gestora e diretora artística da Minha Companhia, criada em 2019. O grupo desenvolve projetos que investigam a criação artística, ampliam a acessibilidade cultural e fortalecem a presença feminina nas artes.
Show “Mulher que Canta Mulher” – Maria Tereza
Data: 20 de março, sexta, às 20h
Local: Teatro Marília (Av. Professor Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia).
Ingressos: R$25 (meia) e R$50 (inteira), pela Sympla.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 11/03/26