A exposição “Marlene Barros: tecitura do feminino” segue em cartaz no CCBB-BH até 1º de junho, com entrada gratuita. A mostra apresenta 13 obras em escultura, crochê e bordado da artista maranhense Marlene Barros e propõe reflexões sobre o corpo feminino, a desvalorização histórica das mulheres e a invisibilização de seus fazeres no campo da arte.
Com curadoria de Betânia Pinheiro, a exposição também inclui ações formativas abertas ao público. Entre os dias 11 e 14 de março, das 14h às 17h, o espaço recebe a oficina “Arpilleras de si”, ministrada pela artista-pesquisadora, psicóloga e psicanalista Maria Vasconcelos.
A atividade integra a proposta participativa da exposição. Durante todo o período expositivo, o público pode interagir com um espaço/ateliê instalado nas galerias do térreo do CCBB BH. Ali, visitantes são convidados a bordar, costurar ou crochetar livremente, contribuindo com criações próprias inspiradas pela experiência da mostra.
Bordado como narrativa e escuta
Na oficina “Arpilleras de si”, o tecido se torna suporte para narrativas pessoais. O encontro propõe um ambiente de criação e escuta, onde histórias e memórias podem ser expressas por meio da costura e do bordado.
Maria Vasconcelos desenvolve, em seu doutorado em Psicologia pela PUC Minas, uma pesquisa sobre o bordado livre e a costura como formas de expressão e elaboração do trauma em mulheres com histórico de violências. A atividade dialoga diretamente com essa investigação.
Durante os encontros, participantes exploram a técnica da arpilharia e do bordado livre. A proposta convida cada pessoa a transformar experiências, sentimentos e vivências em composições feitas com retalhos e linhas.
O resultado do processo coletivo será reunido em uma obra-instalação. Essa criação passará a integrar a própria exposição “Marlene Barros – Tecitura do Feminino”, ampliando o diálogo entre as obras da artista e as experiências compartilhadas pelos participantes.
Exposição reúne obras têxteis de Marlene Barros
A exposição ocupa as galerias do térreo do CCBB BH e reúne trabalhos em escultura, crochê e bordado produzidos por Marlene Barros. O conjunto investiga o gesto de costurar como prática artística e como ferramenta de reflexão sobre a história das mulheres.
Ao transformar técnicas tradicionalmente associadas ao universo doméstico em linguagem artística, a artista propõe uma leitura crítica sobre a invisibilização de saberes femininos ao longo do tempo.
Além da oficina “Arpilleras de si”, a programação formativa da mostra inclui novas edições da atividade entre abril e maio, ampliando as oportunidades de participação do público.
Serviço
Exposição “Marlene Barros: tecitura do feminino”.
Data: até 1º de junho de 2026.
Local: Galerias do Térreo – Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte.
Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários – BH/MG.
Funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 22h.
Atividades formativas – abertas ao público geral
Oficina “Arpilleras de si”.
Datas: 11 a 14 de março; 15 a 17 de abril; e 11 a 15 de maio.
Horário: das 14h às 17h.
Vagas limitadas.
Destinada a pessoas de todos os gêneros e faixas etárias.
As atividades terão certificado de 12h.
Participe do nosso canal no Whatsapp e receba as novidades em primeira mão!
QUERO PARTICIPAR
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 10/03/26
Compartilhar nos Stories