CinemaGratuito

Mostra debate a figura da showgirl no cinema

Cine Humberto Mauro exibe 42 filmes entre 4 e 31 de março, com entrada gratuita e sessões comentadas

Foto: Rob Marshall

04/03/2026 a 04/03/2026
18:00
Presencial
Gratuito
Cine Humberto Mauro - Avenida Afonso Pena - Centro, Belo Horizonte - MG, Brasil

No mês dedicado à luta das mulheres, o Cine Humberto Mauro apresenta a mostra “As Faces da Showgirl: Desejo e Ruínas”. A programação reúne 42 filmes e será realizada entre 4 e 31 de março, de terça-feira a domingo, no Palácio das Artes. A entrada é gratuita.

Com curadoria da professora e pesquisadora Juliana Gusman, a seleção contempla produções realizadas entre 1918 e 2025, em 14 países. São curtas e longas-metragens, ficções, documentários e obras experimentais. A proposta amplia o debate sobre espetáculo, corpo, desejo e poder a partir da figura da showgirl.

A mostra dá continuidade às reflexões da programação anterior, dedicada a Billy Wilder e Marilyn Monroe. Agora, o foco se desloca para uma constelação de personagens e narrativas que tensionam e renovam esse arquétipo. Assim, o ícone singular se fragmenta em múltiplas experiências femininas.

Entre os títulos exibidos estão “Cabaret” (1972), de Bob Fosse, e “A Vida é Uma Dança” (1940), de Dorothy Arzner. Também integram a programação “Vítimas do Pecado” (1951), estrelado por Ninón Sevilla, “A Grande Vedete” (1958), com Dercy Gonçalves, “Os sapatinhos vermelhos” (1948) e “Klute” (1971).

Filmes nacionais ampliam o recorte, como “Divinas Divas” (2016), “Atravessa minha Carne” (2025), “Babilônia” (2024), “Rainha” (2016) e “Maria Gladys, uma atriz brasileira” (1979). Além disso, quatro sessões comentadas aprofundam o debate sobre “Showgirls” (1995), “A última showgirl” (2024) e “Espelhos Partidos” (1984), este em exibição inédita no Brasil. A “Sessão Secreta” terá o filme revelado apenas no momento da exibição.

Um olhar ampliado sobre feminilidade e espetáculo

Segundo Juliana Gusman, a curadoria priorizou filmes dirigidos por mulheres e obras que colocam a subjetividade feminina em primeiro plano. “Busquei perseguir fissuras do arquétipo da showgirl instituídas por mulheres do ponto de vista da direção ou de roteiro, para além da criação, da elaboração e da subversão autoral que se dá no trabalho da atriz. Também priorizei obras em que a subjetividade e a agência femininas – em suas pluralidades de raça, sexualidade, contextos sociais ou regionais e, claro, em seus diferentes ofícios no mundo das artes e do entretenimento – estivessem em primeiro plano”.

A curadora também destaca a diversidade geográfica da mostra. “Não queria apresentar apenas filmes produzidos em um certo momento da Era de Ouro de Hollywood, quando o imaginário clássico da showgirl se consolida. Queria compreender como ela foi sendo forjada em outros espaços e tempos, contaminada por outros subtextos culturais – quem é a showgirl brasileira, mexicana, chilena, cubana? Além disso, era fundamental, para observarmos o avesso dessa figura, extrapolarmos os territórios da ficção, recorrendo a narrativas documentais e experimentais. E, claro, programar curtas-metragens, uma forma cinematográfica que permite uma ousadia criativa interessante, mas que é pouco valorizada, é sempre uma prioridade política no meu trabalho”.

Serviço

Mostra “As Faces da Showgirl: Desejo e Ruínas”
Datas: 4 a 31 de março (sessões de terça-feira a domingo)
Horários: Variados
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro)
Classificações indicativas: Variadas

Entrada gratuita.
50% dos ingressos disponíveis on-line, a partir de meio-dia do dia das sessões, pela Sympla.
Demais ingressos disponíveis presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes, no hall, meia hora antes de cada exibição.

Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Participe do nosso canal no Whatsapp e receba as novidades em primeira mão!

QUERO PARTICIPAR
Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 26/02/26

Compartilhar nos Stories

Apoiadores: Lei Rouanet, Instituto AngloGold Ashanti, UNIBH, AngloGold Ashanti, Ministério da Cultura