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MIS BH abre exposição sobre a história da animação brasileira

Mostra percorre mais de um século da animação nacional, do desenho artesanal às produções digitais, com abertura gratuita no dia 3 de fevereiro.

'O menino e o Mudo' | Crédito: AleAbreu

03/02/2026 a 03/02/2026
19:00
Presencial
Gratuito
Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte - Avenida Álvares Cabral - Lourdes, Belo Horizonte - MG, Brasil
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O Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH) inaugura a exposição “Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira”, dedicada à trajetória do cinema de animação no país. A mostra propõe uma imersão histórica que atravessa mais de um século de produção animada, reunindo técnicas, obras e narrativas que marcaram diferentes gerações.

A abertura será realizada no dia 3 de fevereiro, terça-feira, às 19h, com entrada gratuita. A noite contará com a atração Alta Fidelidade – 100% vinil, promovendo um encontro entre memória audiovisual, cultura musical e celebração coletiva.

“Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira” apresenta um percurso cronológico que vai das primeiras caricaturas e vinhetas animadas do início do século XX até as produções digitais do século XXI. Ao longo do trajeto, o público acompanha a construção de uma linguagem própria da animação brasileira, marcada pela inventividade, pela experimentação técnica e pela resistência cultural, mesmo diante de limitações estruturais e tecnológicas.

Curadoria e preservação da memória

Com curadoria de Soraia Nogueira Garabini e Sávio Leite, a mostra reúne obras, documentos, desenhos originais, objetos e materiais de estúdios e realizadores fundamentais para o desenvolvimento da animação no Brasil. O conjunto evidencia a relevância artística, histórica e comunicacional desse campo, que dialoga com o cinema, o design, a publicidade e o comentário social.

Para a secretária municipal de Cultura, Eliane Parreiras, “Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira” estabelece um diálogo direto com o Programa BH nas Telas. “Assim como o programa, a exposição valoriza a memória, incentiva a produção local, promove a formação de público e amplia o acesso da população às múltiplas linguagens do cinema, com especial atenção à animação. A exposição reafirma ainda a vocação, a dedicação e o talento de Belo Horizonte para a animação, cidade que se consolidou como polo de formação, criação e experimentação”, afirma.

Já a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, ressalta a importância do MIS BH na preservação do patrimônio audiovisual. “Ao reunir materiais originais e documentos de diferentes épocas, a exposição reforça a importância dos espaços museológicos de preservar, catalogar e difundir esse patrimônio audiovisual. A animação aqui é apresentada como uma forma artística e expressiva, capaz de dialogar com múltiplos campos, como a educação, a indústria, a publicidade e a experimentação autoral”.

Acervo, destaques e protagonismo feminino

Entre os destaques do acervo estão materiais de Alê Abreu e Otto Guerra. O público poderá conhecer conteúdos ligados a “Bob Cuspe” e “Rê Bordosa”, além de obras relacionadas ao longa “O Menino e o Mundo” (2014). A mostra inclui ainda originais de “Piconzé”, de Ypê Nakashima, acetatos e cartazes da Otto Desenhos Animados. Além disso, bonecos e materiais da Coala Filmes, estúdio reconhecido pela produção em stop motion.

A curadoria também dedica um núcleo especial ao protagonismo feminino na animação brasileira. Segundo Soraia Nogueira, trata-se de “trazer à luz trajetórias dos bastidores, destacando posições importantes na direção, roteiros e liderança criativa”. O espaço destaca nomes como Maria Amélia Palhares, pioneira no ensino de animação, e Tânia Anaya, referência no campo da animação nacional.

Serviço

Abertura da exposição “Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira”
Data: 03/02 (terça-feira).
Horário: 19h.
Local: Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte – MIS BH.
Endereço: Avenida Álvares Cabral, 560, Lourdes.
Ingressos: entrada gratuita.
Classificação: livre.
Visitação: de quarta a sábado, das 10h às 18h.
Mais informações no Instagram @museudaimagemedosombh.

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 28/01/26

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Apoiadores: Lei Rouanet, Instituto AngloGold Ashanti, UNIBH, AngloGold Ashanti, Ministério da Cultura