Teatro
‘Auto da Compadecida’ retorna ao Minas Tênis Clube em janeiro
Clássico de Ariano Suassuna reúne humor, crítica social e religiosidade popular em espetáculo dirigido por Gabriel Villela.
Auto da Compadecida | Foto: Tati Motta
Teatro
Clássico de Ariano Suassuna reúne humor, crítica social e religiosidade popular em espetáculo dirigido por Gabriel Villela.
Auto da Compadecida | Foto: Tati Motta
As aventuras de Chicó e João Grilo retornam ao palco em uma montagem que valoriza o humor popular e a força do texto de Ariano Suassuna. A montagem do Grupo Maria Cutia integra a programação da 51ª Campanha de Popularização Teatro & Dança. Serão duas sessões, 30 e 31 de janeiro, no Centro Cultural Minas Tênis Clube.
Em Auto da Compadecida, a narrativa parte do enterro e do testamento do cachorro do padeiro e de sua mulher. A partir daí, a história cresce e se transforma em uma epopeia milagrosa no sertão nordestino, reunindo figuras do clero, do cangaço e do imaginário religioso brasileiro, como Jesus, Maria e o Diabo.
Dirigido por Gabriel Villela, o espetáculo aposta em uma encenação dinâmica e visualmente marcada. A proposta dialoga com a tradição do teatro popular, ao mesmo tempo em que reforça a atualidade do texto. Assim, temas como astúcia, sobrevivência, fé e justiça atravessam a trama com leveza e ironia.
João Grilo, interpretado por Leonardo Rocha, surge como o típico anti-herói esperto, que usa a inteligência para driblar a miséria e as injustiças do cotidiano. Ao seu lado, Chicó, vivido por Hugo da Silva, constrói uma dupla afinada, marcada pelo medo, pelas mentiras improváveis e pelo humor ingênuo. Juntos, os personagens conduzem o público por situações que misturam crítica social e comicidade.
A encenação reúne um elenco numeroso, que assume múltiplos papéis ao longo da história. Mariana Arruda interpreta a Mulher do Padeiro e Nossa Senhora Compadecida, enquanto Dê Jota Torres vive o Palhaço, o Padeiro e Manuel, figura que representa Nosso Senhor Jesus Cristo. Já Marcelo Veronez dá vida ao Padre João e ao Diabo, reforçando o contraste entre o sagrado e o profano que atravessa toda a obra.
Além disso, Polyana Horta interpreta Antônio Morais e o Bispo, ampliando a crítica às estruturas de poder presentes no texto. Cada personagem contribui para a construção de um universo cênico que dialoga diretamente com a cultura nordestina e com a tradição do cordel.
A direção musical, assinada por Babaya, Fernando Muzzi e Hugo da Silva, complementa a encenação. A trilha adaptada acompanha o ritmo da narrativa e reforça o caráter popular da montagem. Já os figurinos e a concepção visual, assinados por Gabriel Villela, ampliam o aspecto simbólico da história.
Espetáculo: Auto da Compadecida
Gênero: Comédia | 12 anos
Local: Centro Cultural Minas Tênis Clube
Datas: 30 e 31 de janeiro de 2026
Horário: 20h
Duração: 90 minutos
Valor Ingresso Promocional Sinparc: R$ 25,00, pelo Portal Vá ao Teatro.
Valor Ingresso Bilheteria: R$ 60,00
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Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 24/12/25