Teatro
‘Pra Falar de Saudades’ estreia com três sessões gratuitas
Espetáculo de Tchely Baquara percorre três territórios de BH em dezembro
Foto: Natalie Matos
Teatro
Espetáculo de Tchely Baquara percorre três territórios de BH em dezembro
Foto: Natalie Matos
Entre café, cantigas e lembranças, “Pra Falar de Saudades”, de Tchely Baquara, estreia em dezembro em Belo Horizonte e circula por três territórios da cidade. A primeira sessão será no dia 12 de dezembro, às 19h30, na Casa Bantu, no bairro Concórdia. Depois, o trabalho segue para a Parceria Tomás Educação, no Alto Vera Cruz, no dia 19 de dezembro, às 19h30, e encerra o percurso no dia 21, às 18h, na Guarda de Congo Feminina, no bairro Aparecida. Todas as apresentações têm entrada gratuita.
A artista assina direção, dramaturgia e atuação. Em sua volta aos palcos, constrói uma criação que se ancora na memória, na oralidade e na cultura popular mineira. O espetáculo estabelece um encontro direto com o público, guiado pela figura de Seu Chico, personagem que carrega humor, fé e histórias marcadas pelas paisagens do interior.
Em cena, Tchely Baquara dá vida a Seu Chico, que recebe o público para um café e uma conversa aberta. A partir desse gesto simples, surgem os causos de rio, terra e tempo, atravessados por lembranças que marcam corpo e voz. As narrativas evocam tradições e modos de vida que permanecem vivos na experiência coletiva de Minas Gerais.
A trilha, executada ao vivo por Marayô D’Aya e Matheus Ribeiro, tece o espaço sonoro com modas de viola, sanfona e cantigas populares. O ambiente remete às festas, terreiros e varandas, onde palavra e música caminham juntas e se transformam em gesto ritual. Assim, referências à ancestralidade, ao cancioneiro popular e aos sabores da gastronomia mineira se somam ao ritual do café partilhado, criando um clima íntimo e afetivo.
O espetáculo dialoga com a linguagem da máscara. O corpo em cena se transforma, atravessando tempos e memórias. A aproximação com o circo, o teatro popular e elementos do sagrado amplia o campo simbólico do trabalho. As vozes dos velhos mestres e das entidades ligadas ao Rio das Velhas ecoam em homenagem às forças ancestrais que sustentam a criação artística.
12 de dezembro – 19h30
Casa Bantu
Rua Jequiriçá, 106 – Concórdia – Belo Horizonte
19 de dezembro – 19h30
Parceria Tomás Educação
Rua General Osório, 1168 – Alto Vera Cruz – Belo Horizonte
21 de dezembro – 18h
Guarda de Congo Feminina
Rua 1º de Julho, 194 – Aparecida – Belo Horizonte
Entrada gratuita
Mais informações no Instagram @tchely.do.mundo.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 10/12/25