‘Memória e Linha do Tempo’ abre mostra no Muquifu
Exposição reúne 68 obras criadas em oficinas de escrita, bordado, dança, foto, colagem e desenho, inspiradas na escrevivência de Conceição Evaristo.
Foto: Samanca Coan
Exposição reúne 68 obras criadas em oficinas de escrita, bordado, dança, foto, colagem e desenho, inspiradas na escrevivência de Conceição Evaristo.
Foto: Samanca Coan
A segunda edição da exposição Memória e Linha do Tempo abre no sábado, 29 de novembro, às 14h, no Muquifu – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos. A entrada é gratuita. A mostra apresenta 68 obras de 43 artistas que participaram das oficinas do projeto, realizadas entre agosto e setembro. Durante a abertura, haverá o lançamento do fanzine e uma roda de conversa sobre o processo criativo. A exposição permanece em cartaz até 27 de dezembro.
Inspirada na escrevivência de Conceição Evaristo, a iniciativa uniu escrita e linguagens artísticas como bordado livre, colagem, fotografia, dança, performance, literatura, desenho e experimentações visuais. As práticas buscaram ressignificar afetos, silêncios, traumas e memórias, fortalecendo identidade e pertencimento.
Os encontros exploraram o bordado em suportes diversos, como papel, plástico e tecido, e ampliaram a criação para o campo da literatura e da performance. Cada oficina incentivou a narração de si e a reconstrução de lembranças a partir do corpo, da palavra e da imagem.
A idealizadora Isadora Falcão conta que “os encontros promoveram diálogos possíveis e potentes, acolhimento e compartilhamento de experiências pessoais que constituem modos diversos de pertencimento e coletividades”. Ela destaca ainda que “desses processos surgiram trabalhos sensíveis, bonitos e instigantes onde as trocas dos seis encontros ganharam materialidade e alma”.
A primeira oficina partiu das relações que moldam a subjetividade. A escrita e a criação de imagens abriram caminhos para reelaborar histórias pessoais. No segundo encontro, a proposta foi mergulhar na chamada Memória Inventada, traduzida por meio de fotografia, texto e bordado.
Já a terceira oficina, Memória e Identidade, ampliou possibilidades imagéticas com bordado livre e colagem. Depois, a oficina de memória e corporalidade convidou os participantes a trabalhar lembranças individuais e coletivas com dança e performance. Memória e Território aproximou escrita e bordado da lembrança de lugares e também do corpo como espaço afetivo. Por fim, Memória e Infância retomou o desenho experimental para estimular o olhar lúdico e a imaginação.
Abertura da Exposição – Memória e a Linha do Tempo
Data: 29 de novembro (sábado), 14h às 18h.
Local: Muquifu – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos.
(Rua Santo Antônio do Monte, 708, Vila Estrela – BH/MG).
Entrada: gratuita.
Em cartaz até 27/12 — visitas às terças e quintas, das 13h às 17h.
Mais informações no site Memória e linha.
Publicado por Mariana Cordeiro
Publicado em 24/11/25