Teatro
“SAL” leva travessia feminina à Funarte MG em novembro
Espetáculo do Margem – Coletivo de Investigação Teatral tem direção e dramaturgia de Rita Clemente e atuações de Gabriela Fernandes e Sâmylla Aquino.
Foto: Igor Cerqueira
Teatro
Espetáculo do Margem – Coletivo de Investigação Teatral tem direção e dramaturgia de Rita Clemente e atuações de Gabriela Fernandes e Sâmylla Aquino.
Foto: Igor Cerqueira
Entre os dias 6 e 9 de novembro, a Funarte MG recebe o espetáculo “SAL”, criação do Margem – Coletivo de Investigação Teatral, com direção e dramaturgia de Rita Clemente. No elenco, Gabriela Fernandes e Sâmylla Aquino dão vida a duas mulheres em travessia. As apresentações serão de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Os ingressos estão disponíveis no Sympla ou na bilheteria, uma hora antes de cada sessão.
No dia 7 de novembro, haverá um bate-papo mediado pelo projeto Mirante. A sessão de 6/11 contará com audiodescrição, e as de 8 e 9/11 terão interpretação em Libras.
“Navegar é caminhar por cima do abismo. Lá no fundo, o desconhecido.” A frase que abre a sinopse de “SAL” sintetiza a atmosfera da montagem. A trama parte de um encontro improvável: Andressa, uma mulher cercada por sacolas de compras, salta do 18º andar de um transatlântico e cai no veleiro de Isabel, que viaja sozinha rumo a um destino onde “a terra para de girar por alguns segundos”.
A partir desse acidente surreal, as duas personagens embarcam em uma jornada simbólica de (re)conhecimento, partilhando histórias e enfrentando seus próprios limites. Em um mar de sacolas plásticas, o cenário se transforma em espaço de deslocamento, crise e reinvenção.
A encenação une o realismo fantástico à pesquisa musical que marca a trajetória do coletivo. Guitarras e paisagens sonoras conduzem o ritmo da narrativa, enquanto o uso performativo de objetos cotidianos e a vela que se desdobra em tela constroem uma atmosfera entre o real e o onírico.
A trilha sonora original é assinada por Patrícia Bizzotto, com cenário e figurino de Halyson Félix e iluminação de Régelles Queiroz. O espetáculo propõe uma experiência sensorial sobre queda, deslocamento e desejo, abordando o que ainda pode mover alguém quando tudo parece à deriva.
Formado por Gabriela Fernandes e Sâmylla Aquino, o Margem – Coletivo de Investigação Teatral surgiu em 2018, em Belo Horizonte. Além de “SAL”, o grupo desenvolve projetos pedagógicos voltados à infância, juventude e mulheres adultas, como o Curso Livre de Teatro Margem e o Curso Mulheres em Cena.
Rita Clemente é atriz, diretora e dramaturga mineira, com vasta experiência em teatro e incursões em televisão e cinema. Gestora cultural do Estúdio Clementtina. Mestra em Artes pela UEMG e Doutoranda pela UFMG, Rita tem se dedicado à pesquisa de criação contínua em Belo Horizonte há mais de 30 anos, com reconhecimento de público e crítica.
Reconhecida por sua pesquisa acerca das possibilidades de diálogo entre teatro e música, a artista vem desenvolvendo sua pesquisa dramatúrgica e de direção voltada a acontecimentos simultâneos do dia-a-dia, assim como ao entrelaçamento da vida de personagens através de situações ligadas ao acaso.
Espetáculo “SAL” – Margem Coletivo de Investigação Teatral.
Local: Funarte MG – Rua Januária, 68, Centro, BH.
Data: 6 a 9 de novembro | Qui a sáb: 20h | Dom: 19h.
Ingressos: Entre R$10 e R$20, pela Sympla ou 1h antes na bilheteria.
Mais informações pelo Instagram @margemcoletivoteatral.
Publicado por juniodecarvalho
Publicado em 30/10/25